Economia Valls: "Todos os olhares estão virados para Portugal e vêem que existe retoma económica"

Valls: "Todos os olhares estão virados para Portugal e vêem que existe retoma económica"

O primeiro-ministro francês considera que as perspectivas para a economia nacional este ano "são encorajadoras". Ao mesmo tempo, declarou que agora "Portugal beneficia da confiança dos investidores". A nível europeu, defendeu que o plano Juncker deve ser implementado o "mais rapidamente possível".
Valls: "Todos os olhares estão virados para Portugal e vêem que existe retoma económica"
André Cabrita-Mendes 10 de abril de 2015 às 11:53

Depois de muitos "sacrifícios" dos portugueses, as perspectivas para Portugal "são encorajadoras". O prognóstico foi feito pelo primeiro-ministro francês durante a sua visita oficial a Portugal.

 

"Todos os olhares estão virados para Portugal e vêem que existe retoma económica em Portugal", disse Manuel Valls esta sexta-feira, 10 de Abril, numa conferência em Lisboa.

 

Com um crescimento de 1% do PIB em 2014, Manuel Valls considera que as "perspectivas para 2015 também são encorajadoras", com a estimativa de 1,5% para este ano.

 

Neste âmbito, apontou que a taxa de desemprego "baixou bastante relativamente a 2013 e que as finanças públicas "estão a melhorar constantemente". Olhando para o tecido empresarial, constatou o aumento das exportações e elogiou a melhoria de competitividade da empresas nacionais.

 

Desta forma, agora "Portugal beneficia da confiança dos investidores. Estes resultados são fruto das reformas implementadas", sublinhou, perante uma plateia de empresários portugueses e franceses.

 

Mas reconheceu que a retoma é "também fruto dos esforços, dos sacrifícios, feitos pelos portugueses para que Portugal retomasse a via do desenvolvimento económico".

 

Sublinhou que a França também "se associa" a este desenvolvimento económico com investimentos anuais de seis mil milhões de euros por parte das companhias gaulesas em Portugal.

 

"Europa não pode ser só políticas de sanções" 

 

Numa análise mais alargada, declarou que é preciso apostar no investimento para estimular a economia europeia. "O plano Juncker vai permitir financiar os grandes programas de infra-estruturas. Esse plano tem que ser implementado o mais rapidamente possível. Todos devemos contribuir para isso".

 

"A Europa não pode ser só políticas de sanções", afirmou, em referência ao procedimento em caso de défice excessivo, quando os países europeus não cumprem as metas acordadas. Nesse âmbito, relembrou que a União Europeia deu a França até 2017 para regressar aos 3% de défice público, o que "foi criticado até em Portugal".

 

"Continuamos com determinação o saneamento das nossas finanças públicas. Mas mantendo o nosso modelo social", defendeu Manuel Valls.


"Em França não implementámos uma política de austeridade. Não baixámos salários públicos, criámos postos de trabalho para os professores, que são essenciais, fizemos da segurança a grande prioridade".

 

Para o futuro ficou a garantia que o hexágono vai cumprir as suas metas. "Economizaremos o suficiente e o necessário, França não pode viver acima das suas possibilidades".




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