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Vara diz que processo contra Miguel Sousa Tavares é um "combate" pelo bom nome

O ex vice-presidente do BCP Armando Vara afirmou hoje que o processo movido contra o comentador Miguel Sousa Tavares, por alegadas difamações e calúnias, consiste num "combate" pelo seu bom nome, que considera ter sido "enxovalhado".

Lusa 04 de Maio de 2010 às 15:04
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O ex vice-presidente do BCP Armando Vara afirmou hoje que o processo movido contra o comentador Miguel Sousa Tavares, por alegadas difamações e calúnias, consiste num "combate" pelo seu bom nome, que considera ter sido "enxovalhado".

"Este é um combate pelo meu bom nome e é um combate por todos aqueles que fazem a sua vida e a sua carreira à custa do próprio esforço", disse Armando Vara à saída da primeira audiência do julgamento, que decorreu esta manhã no Tribunal de Oeiras.

No processo estão em causa afirmações de Miguel Sousa Tavares no Jornal da Noite da TVI de 10 de Abril de 2007, em que o comentador confessou: "Quando entra em cena Armando Vara, fico logo desconfiado", acrescentando também que era "muito crítico" quanto a "muitas coisas no passado político" do então administrador da Caixa Geral de Depósitos (CGD).

No seguimento destas declarações, Armando Vara processou o comentador, já que entendeu, nestas declarações, "difamação e calúnia", argumentando que "já não era uma figura pública na altura do comentário" e exigindo uma indemnização de 250 mil euros por "danos não patrimoniais".

Sobre o motivo do processo, Armando Vara disse que achou de "grande gravidade" a forma como o Miguel Sousa Tavares se dirigiu a si nos textos que escreveu, lembrando ainda que, ao fim de quase 40 anos de vida pública, é a primeira vez que põe alguém em Tribunal.

"Ao longo dos anos já foram escritos centenas de textos a darem opiniões negativas sobre mim, mas estes são autênticos assassinos de carácter", sustentou.

"Para quem me conhece, as afirmações proferidas não têm efeito nenhum, o problema é para quem não me conhece, que fica com uma ideia minha que não corresponde à realidade", concluiu.

Na sessão de hoje foram ouvidas as testemunhas arroladas pela defesa de Armando Vara, entre elas, Almeida Santos e dois antigos administradores da Caixa Geral de Depósitos, Francisco Bandeira e António Tomás Correia.

Nas declarações das testemunhas as opiniões foram unânimes: Armando Vara ascendeu na carreira por mérito e as afirmações proferidas por Miguel Sousa Tavares são injustas.

Na quarta-feira será a vez de serem ouvidas as testemunhas de Miguel Sousa Tavares, entre elas, os jornalistas Constança Cunha e Sá e Pedro Pinto e o antigo director da TVI, José Eduardo Moniz.

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