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Varoufakis: Grécia fez tudo para acomodar “as estranhas exigências” dos credores

O ministro das Finanças da Grécia defende, em entrevista à rádio nacional irlandesa, que o seu país fez tudo o que podia para acomodar “as estranhas exigências” dos credores.

Reuters
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 26 de Junho de 2015 às 09:57
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Yanis Varoufakis, ministro das Finanças da Grécia, defende – em entrevista à rádio nacional irlandesa RTE- que o seu país fez tudo o que podia para ir ao encontro das exigências dos credores. "O lado grego fez tudo que era possível para acomodar algumas estranhas exigências das instituições", afirmou quando questionado se a Grécia continua a enfrentar exigências que não pode aceitar, de acordo com o The Guardian. Além disso, Varoufakis assinalou que o pacote de austeridade que está a ser imposto ao país iria destruir as hipóteses da Grécia voltar ao crescimento.

"Sou contra o aumento dos impostos para as empresas. Sou contra subir os impostos para os hotéis e sou contra cortar as pensões de pessoas que vivem abaixo do limiar da pobreza", afirmou. Varoufakis disse ainda que estas questões "colocam-no, e ao seu Governo, numa posição impossível, tendo de tomar uma má decisão entre escolhas duras, difíceis e más". Ainda assim, sustentou, que o compromisso de Atenas para continuar na Zona Euro é "absoluto". 

Estas palavras surgem apenas a algumas horas antes de um novo encontro dos ministros das Finanças do euro, que deverá acontecer este sábado e será o quinto em dez dias. E numa altura em que os líderes europeus dão sinais que este fim-de-semana é a data limite para um acordo.

Na segunda-feira, quando aconteceu a primeira reunião do Eurogrupo desta semana, a chanceler alemã avisou que ainda havia muito tempo para se chegar a um entendimento sobre a Grécia. Foi das primeiras a sinalizar que Atenas e os credores não iriam obter um acordo. O discurso de Merkel já mudou. Depois de uma maratona esta semana de negociações ao nível técnico, entre ministros das Finanças e entre líderes europeus, a líder alemã diz que agora é o tempo de tomar decisões, dando o fim-de-semana como prazo limite.

"Concordámos que temos de continuar a trabalhar porque o tempo está a esgotar-se e a reunião do Eurogrupo no sábado vai ter uma importância decisiva", afirmou Merkel na madrugada desta sexta-feira aos jornalistas em Bruxelas, depois de concluída uma cimeira europeia que teve a crise grega como pano de fundo. De acordo com os relatos da imprensa, Merkel terá dito aos seus homólogos que este fim-de-semana é preciso ter um acordo fechado.

Também nesta última madrugada, no final do primeiro dia do Conselho Europeu, Donald Tusk disse esperar que o Eurogrupo de sábado conclua o processo de negociações entre a Grécia e os seus credores, não antevendo outra cimeira europeia sobre esta questão. 

 
Entretanto, esta sexta-feira, o primeiro-ministro grego Alexis Tsipras vai encontrar-se com Angela Merkel e com o presidente francês, François Hollande, de acordo com o elemento do Governo grego, citado pela Reuters.

 

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