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Vendas de automóveis em Portugal devem estagnar em 2006

As venda de automóveis novos em Portugal devem estagnar no próximo ano, com a subida do preço dos combustíveis, o aumento do IVA, do Imposto Automóvel (IA) e das taxas de juro, é a conclusão de um estudo apresentado pela Associação Nacional do Ramo Automó

Paulo Moutinho 13 de Dezembro de 2005 às 17:01
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As venda de automóveis novos em Portugal devem estagnar no próximo ano, com a subida do preço dos combustíveis, o aumento do IVA, do Imposto Automóvel (IA) e das taxas de juro, é a conclusão de um estudo apresentado pela Associação Nacional do Ramo Automóvel (ARAN).

A conclusão da ARAN é de que em 2006 «as vendas vão estagnar e que os consumidores vão procurar modelos dos segmentos inferiores com motorizações menos potentes».

Para o próximo ano, a Associação Nacional do Ramo Automóvel prevê que sejam vendidos cerca de 270 mil veículos ligeiros, dos quais 200 mil deverão ser veículos de passageiros e os restantes 70 mil veículos comerciais.

Este estudo teve por base o aumento da despesa mensal das famílias com combustíveis, «60 a 75 euros, consoante a quilometragem», e a subida dos custos com as reparações, com a subida do IVA para os 21%. Outro ponto tido em conta nesta projecção é a subida das taxas de juro, uma vez que em Portugal, quase 70% dos automóveis novos são adquiridos com recurso a financiamento bancário.

A juntar-se a estes factores está também a subida do Imposto Automóvel no próximo ano, «de acordo com a taxa de inflação», e o «crescimento praticamente nulo no terceiro trimestre de 2005» segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.

Vendas de automóveis caíram pelo quatro mês consecutivo

Em Novembro foram vendidos 21.731 automóveis, com o mercado de ligeiros a recuar 7,7% face ao mês homólogo. Em termos acumulados venderam-se 251.170 automóveis, o que representa uma subida de 1,5% em relação a 2004, mas «a tendência de abrandamento está instalada e, tudo indica, as contas finais de 2005 vão apresentar números muito próximos do crescimento nulo», acrescenta a ARAN no seu comunicado.

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