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Verdes: “É fundamental trocar o memorando pela renegociação da dívida”

Heloísa Apolónia apresentou o texto da moção de censura que o partido vai apresentar ao Governo. Para a deputada, se fossem os portugueses a votá-la, a moção “seria certamente aprovada”.

Bruno Simão/Negócios
Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt 15 de Julho de 2013 às 18:45
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A quinta moção de censura deste Governo surge porque os Verdes “entendem que é o momento de o País reganhar a sua soberania”. Isso significa que “é tempo de deixarmos de ser subservientes aos mercados financeiros, aos grandes interesses económicos e financeiros”, mas também “à senhora Merkel e à troika”. O objectivo é “pensar políticas em função da nossa soberania” e, por isso, “os Verdes entendem que é fundamental trocar o memorando pela renegociação da dívida”.

 

“É fundamental renegociar a dívida sem pôr em causa o nosso crescimento económico”, defendeu Heloísa Apolónia, na apresentação da moção de censura, em conferência de imprensa no Parlamento. No documento que foi entregue na Assembleia da República, os Verdes pedem uma renegociação da dívida para “encontrar uma forma de pagamento que não se incompatibilize com o crescimento económico do país, e que, pelo contrário, tenha nele o parâmetro adequado de nivelação de pagamento”.

 

Essa renegociação deve libertar o País do “flagelo gerado pelos juros imorais da dívida” e permitir “gerar meios financeiros para o País apostar no crescimento económico”. O partido considera também “fundamental redinamizar a nossa actividade produtiva”, para “gerar riqueza para que o País possa proceder ao pagamento da nossa dívida, e não se endividar como até à data”, afirmou Heloísa Apolónia.

 

Mas a moção também vai permitir “clarificar as posições de todos os partidos relativamente ao que se quer, ao que não se quer e ao que se propõe para o País”, garante a deputada. “A moção permite isolar o PSD e o CDS também ao nível parlamentar”, e se “fosse votada pelo povo português seria certamente aprovada”. “Estamos a falar de uma maioria q não representa a população portuguesa”, considera a líder parlamentar.

 

Cavaco “descredibilizou completamente” o Governo

 

A deputada também entende que “este Governo não tem mais ponta por onde se lhe pegue”, uma “descredibilização” que foi “dada pelo povo português mas também pelo Presidente da República”. Para Heloísa Apolónia, Cavaco Silva, ao falar de eleições antecipadas, “descredibilizou completamente este Governo e assume que este Governo não tem pernas para chegar até ao fim”.

 

A moção será debatida e votada na próxima quinta-feira, no plenário do Parlamento, às 15:00.

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