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Vídeo: Stuart Holland defende um "New Deal" para a Europa

Stuart Holland foi um dos autores que redigiu a proposta de uma espécie de "New Deal" para a Europa. O documento foi assinado por ex-chefes de Estado e do Governo como Jorge Sampaio e Mário Soares. Veja aqui o vídeo.

Vídeo: Stuart Holland defende um "New Deal" para a Europa
Rita Faria afaria@negocios.pt 04 de Julho de 2011 às 18:38
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"Quando Roosevelt financiou o 'New Deal' não foi através do aumento de impostos nem de transferências entre Estados", explicou ao Negócios Stuart Holland, um dos redactores da proposta de um 'New Deal' para a Europa. Trata-se de uma iniciativa que partiu do director da Faculdade de Economia da Universidade de Atenas, Yanis Varoufakis, e do político trabalhista britânico e professor de economia Stuart Holland, com o objectivo de dar um novo rumo à recuperação europeia.

O documento, que foi hoje tornado público, sugere um programa de investimentos na Europa para dinamizar as economias, ao estilo do chamado “new deal” norte-americano. O objectivo será o de garantir a sobrevivência da zona euro e a sua coesão económica.

De acordo com os signatários, esse programa seria financiado através da emissão de eurobonds, e através de uma espécie de fundo de dívida europeia.

"Estamos de acordo com a posição de Juncker e Tremonti sobre a possibilidade de transaccionar globalmente as emissões de Eurobonds, atraindo deste modo excedentes originários de fundos soberanos e de economias emergentes cujos governos tenham apelado para um sistema monetário internacional mais pluralista. Mais do que transferências financeiras no seu interior seriam afluxos financeiros destinados à União Europeia", pode ler-se no manifesto.

"Também alvitramos que a conversão de uma parte das dívidas nacionais para a União Europeia não tem de ser transaccionada. Podia ser detida pela própria União. Não transaccionada, estaria protegida das agências de notação. As respectivas taxas de juro poderiam ser decididas de modo sustentável pelos ministros das Finanças do Eurogrupo. Estaria imune à especulação. Seriam os governos e não as agências de notação quem governaria".

Além de Jorge Sampaio, subscrevem o documento o ex-primeiro ministro belga Guy Verhofstadt, o ex-chefe do governo italiano Giuliano Amato e o ex-primeiro ministro francês Michel Rocard, nomeadamente.





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