Economia Vítor Bento: "Não vejo alternativa à austeridade"

Vítor Bento: "Não vejo alternativa à austeridade"

Conselheiro de Estado, que se recusou pronunciar sobre a TSU, defendeu esta terça-feira que o ajustamento em Portugal "tem sido mais suave do que noutros países"
“Dizem que há alternativas à austeridade, mas eu não vi – confesso que não conheço”. Vítor Bento, que esta terça-feira este como orador na conferência da consultora ATKearney sobre “competitividade e crescimento”.

O presidente da SIBS, que é um dos 19 conselheiros de Estado que na próxima sexta-feira ouvirá Vítor Gaspar a pedido do Presidente da república, Aníbal Cavaco Silva, acha que “falta muita informação” sobre as consequências das medidas já propostas pelo Executivo para 2013. Sobre a TSU é claro: “não me pronuncio”.

Na conferência desta manhã, Vítor Bento recordou que “nos últimos 10 a 12 anos vivemos 10% acima das nossas possibilidades”, que “Portugal foi o País cuja dívida externa mais aumentou” e que a economia nacional não cresceu também “por dificuldades internas”. Assim, “não vejo alternativa” à austeridade, reafirmou – “gostava de ver alternativas concretas e exequíveis”, confidenciou.

Tendo mesmo o período de 2008 a 2013 como referência, em que “7% do PIB” de Portugal “foi perdido”, o que comparou com 20% em alguns países de Leste europeu, “o nosso ajustamento, face a outros, tem sido mais suave”.

Vítor Bento recordou também o período de 1982 a 1984, em que, disse, a inflação erodiu parte do aumento dos rendimentos (na altura portugueses “levaram 37% a mais para casa”, afirmou), para fazer a comparação que o efeito da alteração da TSU possa ter, em que há uma diminuição da taxa para as empresas e um encargo maior para os trabalhadores. “A reacção é emocional” agora, justificou, “porque o efeito” é mais “visível”, mas no fundo a transferência é semelhante à ocorrida naquela época, advogou.





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