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Vítor Bento: "Já chegámos ao fim da linha porque não temos financiamento"

Vítor Bento não quis comentar as palavras de Cavaco Silva sobre os "limites para os sacrifícios", mas considera que "enquanto sociedade, não há" limites. Porquê? "Porque chegámos ao fim da linha: quem nos dá financiamento, exige condições".

Rita Faria afaria@negocios.pt 19 de Outubro de 2011 às 13:30
Vítor Bento, economista, presidente da SIBS e Conselheiro de Estado do Presidente da República garante que a única forma de conseguir financiamento é mesmo fazendo os sacrifícios que são pedidos.

“Enquanto sociedade não há limites para o sacrifício porque se não tivermos disponibilidade de financiamento vamos ter mesmo de ajustar por baixo. É uma inevitabilidade”, declarou hoje aos jornalistas, à margem do 4º Congresso Nacional dos Economistas.

Vítor Bento garantiu que os portugueses precisam de ser esforçados para realizar os ajustamentos o mais rápido possível e realizá-los de forma a ganhar a credibilidade internacional “para que se mantenham abertos os canais de financiamento”.

“Temos de ter presente que chegámos ao fim da linha. Não temos financiamento e o que temos é com base em condições”, afirmou o economista acrescentando que os portugueses “dependem deles [mercados internacionais] e eles é que ditam as condições”.

Quanto ao Orçamento do Estado para 2012, o economista diz que o documento “era inevitável até porque as variáveis não eram muitas”.


Cavaco fala em violação de princípio "básico"

Em declarações também à margem do 4º Congresso Nacional dos Economistas, Cavaco Silva lançou esta manhã duras críticas aos cortes de subsídios anunciados pelo Governo.

“Já o disse anteriormente e repito. É a violação de um princípio básico de equidade fiscal. Era a posição que já tinha quando o anterior governo fez um corte nos vencimentos dos funcionários públicos”, sublinhou o presidente da República.

“É sabido por todos que a redução de vencimentos e pensões a grupos específicos é um imposto porque obedece à definição de imposto”, concluiu, depois de ter assegurado que “mudou o governo mas eu não mudei de opinião”.

Cavaco Silva sinalizou que o seu entendimento é que o corte dos subsídios de Natal e de férias, em exclusivo para a Função Pública e pensionistas, traduz uma violação ao princípio da equidade consagrado na Constituição Portuguesa.

O Presidente da República mostrou também ter dúvidas sobre o princípio da protecção da confiança, igualmente consagrado na Lei Fundamental, ao revelar preocupação quanto à admissibilidade da amplitude da redução de rendimento que estas medidas provocarão, já que, para 2012, o Governo reconduz também o corte médio de 5% nos salários mensais do sector público.


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