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Vítor Gaspar: "Ajustamento será mais rápido e bem sucedido que o previsto"

Ministro das Finanças está hoje pelo segundo dia em Washington, onde será recebido por Timothy Geithner. Na bagagem leva a mensagem de que o processo de ajustamento da economia portuguesa não é fácil, nem vai pela metade, mas é o correcto e pode revelar resultados mais rápidos que os previstos.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 20 de Março de 2012 às 10:07
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Vítor Gaspar volta hoje a manifestar a sua convicção de que o programa de ajustamento da economia e finanças públicas portuguesas venha no médio prazo, “medido como um horizonte de três a cinco anos”, a surpreender pela positiva, relevando resultados melhores e mais rápidos do que os antecipados pela troika.

Em entrevista ao “Diário Económico”, o ministro das Finanças repete que o programa assenta num cenário macroeconómico “muito pessimista” porque assume que as reformas estruturais em curso não terão qualquer impacto sobre o crescimento do Produto potencial. “Ora nós temos imensas razões para pensar que o impacto não só vai ser positivo, como significativo”, com “implicações já num período de três a cinco anos”. “Ora, sendo assim, o ajustamento será mais rápido e bem sucedido do que o previsto no programa”, acrescenta.

Gaspar admite, no entanto, que o processo ainda está numa fase relativamente prematura. Questionado sobre se Portugal está a meio da ponte, o ministro responde que ainda está aquém: “Estamos a aproximar-nos do meio da ponte”. Quanto ao rumo, repete, ele é o certo: "Este programa de ajustamento é verdadeiramente o programa de ajustamento que Portugal precisa"

Depois de Londres e Madrid, Vítor Gaspar esteve esta semana em Frankfurt e chegou ontem aos Estados Unidos, sendo hoje recebido, em Washington pelo seu homólogo norte-americano, Timothy Geithner.

O registo de maior optimismo do ministro começou a ser ensaiado há um mês quando, num artigo de opinião publicado na “Visão”, Vítor Gaspar admitiu pela primeira vez que os resultados do programa de ajustamento podem surgir mais cedo e com menos custos do que o antecipado. Já então o argumento era o mesmo: as projecções para a economia portuguesa subjacentes ao plano assumem um crescimento do Produto potencial “baixo”, inferior a 1%, que não tem em conta possíveis impactos positivos das reformas estruturais em curso.


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