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VianaPolis: Qatar interessado nos terrenos do Parque da Cidade

Investidores do Qatar estarão interessados nos terrenos do Parque da Cidade de Viana do Castelo, intervencionados pelo programa Polis mas por vender há anos e que entretanto já receberam propostas de aquisição.

Lusa 23 de Março de 2012 às 19:09
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Investidores do Qatar estarão interessados nos terrenos do Parque da Cidade de Viana do Castelo, intervencionados pelo programa Polis mas por vender há anos e que entretanto já receberam propostas de aquisição.

A revelação foi feita hoje pelo presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, dando conta da existência mais duas propostas concretas, de 7 e 7,5 milhões de euros, de um grupo nacional e de investidores estrangeiros, que manifestaram a intenção de adquirir os terrenos.

"Essas duas intenções foram formalizadas no final de 2011 e entretanto já recebemos visitas de outros dois grupos de investidores estrangeiros, do Qatar e da Inglaterra, ligados ao turismo sénior, interessados nos terrenos e que poderão apresentar propostas quando abrirmos nova hasta pública", disse José Maria Costa.

Acrescentou que a Câmara, que detém 40 por cento do capital social da VianaPolis, já deu o aval aos valores que constam desta proposta, estando a decisão, sobre o lançamento de uma nova hasta pública por cerca de sete milhões de euros, nas mãos da Direcção-Geral de Tesouro e Finanças.

O negócio envolve 63.199 metros quadrados de terrenos para a construção de habitação de luxo, 1.776 metros quadrados para comércio, 19.526 metros quadrados de estacionamento, além de um lote de 9.496 metros quadrados para construção de um hotel.

"Trata-se de um montante dentro dos valores do mercado actual e que, a concretizar-se, ainda vai gerar receitas de construção para o município, permitindo o avanço no processo do Parque da Cidade, que é uma zona de excelência e uma prioridade de intervenção", sublinhou José Maria Costa.

Em causa estão terrenos junto ao rio Lima e intervencionados pela VianaPolis colocados à venda em 2006 por 21,6 milhões de euros.

Esse valor foi revisto em Novembro de 2011 para nove milhões de euros, contudo, essa segunda hasta pública não recebeu qualquer proposta para a totalidade daquela área, o mesmo acontecendo com a venda a retalho.

Por isso mesmo o negócio poderá até concretizar-se por um terço do valor inicial de 21,6 milhões de euros.

"Considero que esse valor nunca existiu porque a hasta pública ficou deserta. Se fosse tão interessante para esse valor, e na época não havia depressão no mercado, não tinha ficado deserta. Entendo que já na altura os valores base não eram realistas", admitiu José Maria Costa.

A sociedade VianaPolis, detida ainda a 60 por cento pelos ministérios do Ambiente e das Finanças, mantém-se em funções com o objecto único de demolir os 13 andares do Edifício Jardim e que continua a esbarrar nos processos judiciais movidos pelos moradores.

O autarca José Maria Costa revelou hoje que a VianaPolis tem actualmente uma divida à banca de 17 milhões de euros.

Deste montante, cerca de 12 milhões de euros são relativos a expropriações e infraestruturação do Parque da Cidade e os restantes cinco milhões de euros para a operação no Edifico Jardim.

"A concretizar-se, este negócio servirá para abater uma parte importante da dívida da VianaPolis à banca", explicou o autarca, recordando que aquela sociedade ainda conta com cerca de cinco milhões de euros em activos, como garagens e apartamentos, construídos para realojamento dos moradores do Edifício Jardim e que estão por negociar.
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