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Vieira da Silva afasta necessidade de novas medidas de austeridade

O ministro da Economia, Vieira da Silva, disse hoje acreditar que não serão necessárias novas medidas de austeridade, porque o cenário de estimativas do Governo foi "muito" prudente.

Lusa 29 de Novembro de 2010 às 17:31
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"Acreditamos que o défice estimado para 2011 vai ser atingido com o conjunto de medidas que o Governo propôs e que a Assembleia da República aprovou e, desse ponto de vista, não creio que sejam necessárias medidas adicionais", afirmou Vieira da Silva aos jornalistas.

O ministro afastou a necessidade de novas medidas de austeridade, argumentando que o Governo "não fez estimativas ilusórias" e apresentou "um cenário de estimativas muito prudente".

Vieira da Silva comentava, em declarações aos jornalistas, a previsões da Comissão Europeia, hoje divulgadas, que estimam que Portugal cresça 1,3% este ano e entre em recessão em 2011, com uma contracção de 1%.

O Governo português estima que o ano de 2011 pode acabar com um ligeiro crescimento de 0,2%.

O ministro afirmou que as previsões da Comissão Europeia "merecem todo o respeito" e sublinhou que "o valor das estimativas é sempre algo que não é tão certo como os dados que se conhecem na realidade".

A este propósito, lembrou que, "há um ano, nas previsões de Outono, a Comissão Europeia calculava para Portugal um crescimento para este ano de 0,3% e agora veio rever em alta e estima um crescimento de 1,3%".

Vieira da Silva disse que o Governo "leva em conta os riscos que existem sobre a economia portuguesa", mas acredita que se todos trabalharem é possível "evitar uma queda tão significativa como a Comissão Europeia prevê".

Quanto ao desemprego, a Comissão Europeia reviu em alta as previsões para 2011 e 2012, de 11,1 e 11,2 respectivamente, valores mais próximos das previsões da OCDE do que das do Governo.

Sobre esta matéria, o ministro disse que "o Governo admite que haja algum agravamento, mas tem razões para acreditar que não será tão duro quanto o que a Comissão Europeia prevê".

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