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Vítor Bento aceita ser citado mas com duas condições

O Negócios perguntou a alguns dos oradores que participaram na conferência organizada pelo Governo o que pensam sobre o modelo escolhido. Vítor Bento foi um dos poucos oradores que impôs condições para autorizar a divulgação da sua intervenção.

Vítor Bento: 'Não vai haver lugar para todos à mesa' no novo contrato social
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 16 de Janeiro de 2013 às 02:01
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O Negócios perguntou a alguns dos oradores que participaram na conferência organizada pelo Governo o que pensam sobre o modelo escolhido. Vítor Bento foi um dos poucos oradores que impôs condições para autorizar a divulgação da sua intervenção.

 

Foram duas as condições: a divulgação teria de "respeitar: 1) as regras da organização sobre a matéria" ; e 2) "o texto e o contexto do que eu disse".

 

Foram três as questões colocadas ao economista: autoriza a publicação sem condições do que disse lá dentro? Porquê? E  as restrições a divulgação publica da conferencia favorecem ou prejudicam o debate publico sobre a reforma do Estado?

 

A srespostas seguem, em baixo, na íntegra.

 

 

1. Autorizo, com duas condições: i) de essa divulgação respeitar as regras da organização sobre a matéria; ii) de a publicação do que eu disse respeite o texto e o contexto do que eu disse [esta segunda condição pode parecer supérflua, mas infelizmente tenho sido confrontado com muitos desvirtuamentos de coisas que tenho dito em várias intervenções - admito que não intencionais, mas que, de qualquer forma, acabam por deturpar o que eu disse; ainda recentemente fui confrontado com uma transcrição errada, num jornal, de um artigo meu, escrito noutro jornal, em que a alteração de uma palavra mudou a ideia da frase! por isso costumo dizer que um dos problemas com que me confronto frequentemente nas intervenções públicas que faço são os "erros de tradução" do que eu digo...]

 

2. O debate público sobre esta ou outras matérias, há-de decorrer em várias instâncias, com vários níveis de profundidade e com diferentes graus de publicitação. É normal que assim aconteça e não há nenhum modelo que seja preferível aos outros, dependendo a utilidade de cada modelo do propósito da própria discussão. O importante é que todas se complementem.  Por outro lado, existe frequentemente o risco de os reportes parciais de eventos distorcerem as intervenções originais, uma vez que implicam uma selecção e uma "montagem" dos conteúdos e esse processo é sempre uma recontagem da narrativa original (e, como se sabe, quem conta um conto, acrescenta um ponto...). O que deixa desconfortáveis muitos potenciais intervenientes que, defensivamente, reagem, ou recusando a presença, ou "desvitalizando" as suas intervenções. Daí que seja normal, em muitas instâncias de discussão e de reflexão, restringir o acesso da comunicação social, fornecendo no final, algumas vezes, um resumo das conclusões da discussão.

 

3. Esta é, tanto quanto a vejo "uma" conferência sobre a reforma do Estado; não é "A" conferência da reforma do Estado. Vejo, aliás, que já está anunciada uma outra para daqui a 15 dias...

 

 

 

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