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Vítor Bento: “Constitucional não é uma classe de sacerdotes”

O conselheiro de Estado denuncia que o Tribunal “actua politicamente”, acredita que “a política não vai mudar” se houver eleições antecipadas e diz que a redução do IRC é “no mínimo discutível”.

Negócios negocios@negocios.pt 21 de Outubro de 2013 às 09:29
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Vítor Bento aconselha a sociedade portuguesa, “sobretudo a política”, a “reflectir neste síndroma de aldeia gaulesa” devido aos recorrentes problemas de constitucionalidade de medidas de política económica, que não vê noutros países em processos de ajustamento até mais violentos, como a Grécia ou a Letónia.

 

Em entrevista à “Antena 1” e “Diário Económico”, o economista e presidente da SIBS sublinhou que o Tribunal Constitucional “faz parte da classe política, actua politicamente”, e “não é uma classe de sacerdotes que vive num templo fora do mundo dos humanos, tanto que decidem politicamente”.

 

Se por causa dos chumbos de medidas do Orçamento do Estado para 2014 ou outra qualquer razão resultar uma crise política que conduza a eleições antecipadas, Vítor Bento invocou o exemplo da Grécia para advertir que “a política não vai mudar”. “A política, no essencial, vai ser a mesma (...). Pode haver nuances na forma de a executar, mas naquilo que são as restrições que vêm do exterior e da situação em que nos colocámos, não tem outro caminho.”, acrescentou.

 

Quanto à descida da taxa do IRC, o conselheiro de Estado de Cavaco Silva disse perceber que possa ter um “impacto psicológico” e que o Governo o tenha feito para tentar atrair investimento, mas frisou ter “dúvidas sobre a utilidade da medida”, apresentando duas justificações.

 

Por um lado, “não é por uma redução de dois pontos percentuais no RC que alguém vai passar a investir ou deixar de investir”. Por outro, Bento vê nesta medida “um bónus a sectores estabelecidos, que lhes vai apenas aumentar a rentabilidade numa altura em que se está a fazer um esforço muito grande de cortes orçamentais em certas áreas”. “É no mínimo discutível a oportunidade da medida”, completou.

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