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Vítor Constâncio: "BCE está preparado para actuar rapidamente" e utilizar "instrumentos não convencionais"

O Banco Central Europeu, que realizou um estudo para simular o impacto de um programa de compra de dívida pública e privada, mostra-se preparado para agir "rapidamente" e utilizar "instrumentos não convencionais”. No entanto, o vice-presidente da autoridade monetária mostra-se esperançoso nos dados da inflação de Abril.

Bloomberg
Daniela Rocha Gonçalves dgoncalves@negocios.pt 07 de Abril de 2014 às 17:30
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O Banco Central Europeu (BCE) está muito preocupado com a baixa inflação e possíveis efeitos negativos no contexto de endividamento elevado na Zona Euro. Encontra-se preparado para actuar rapidamente com todo o tipo de "instrumentos não convencionais" se for necessário, garantiu o vice-presidente da instituição, Vítor Constâncio, esta segunda-feira, 7 de Abril.

 

"Estamos numa grande preocupação porque um regime de muito baixa inflação tem possíveis efeitos negativos, em particular numa situação em que muitos agentes, público e privados, têm um excesso de dívida, mas também porque sendo tão baixa, qualquer choque podia levar a inflação para terreno negativo como já ocorreu em vários Estados-membros",  avançou Vítor Constâncio na sua última comparência desta legislatura na comissão de Assuntos Económicos no Parlamento Europeu.

 

“Estamos preparados para actuar rapidamente se for necessário. O Conselho de Governadores (do BCE) deixou claro o compromisso de usar também instrumentos não convencionais dentro do mandato para fazer frente, de forma eficaz, aos riscos de um período demasiado prolongado de baixa inflação”, acrescentou.

 

Constâncio admitiu que a taxa de inflação de Março (0,5%) surpreendeu o BCE, mas deixou claro que a autoridade monetária está preparada para tomar decisões. "É possível que haja uma recuperação da taxa de inflação", indicou, referindo-se aos dados de Abril.

 

O Banco Central Europeu efectuou um estudo para simular o impacto da implementação de um programa de compra de dívida pública e privada (“quantitative easing”, ou QE), tendo concluído que poderia adicionar entre 0,2% e 0,8% à taxa de inflação da Zona Euro, avançou a imprensa alemã na passada sexta-feira, 4 de Abril.

 

Em entrevista à CNBC, na sexta-feira, Vítor Constâncio afirmou que não tinha conhecimento sobre o estudo. Adiantou que este não é ainda o momento para decidir se será necessário avançar com o programa de compra de dívida privada e pública. "Vamos ver … se será necessário utilizar todos os instrumentos" disponíveis, adiantou, na altura, o vice-presidente do BCE. 

 

Constâncio assegurou esta tarde que “ainda não se tomou nenhuma decisão” sobre o início de um programa de comprar de dívida para fazer frente ao risco de deflação, mas insistiu que o BCE tem a obrigação de garantir a estabilidade de preços. “Devemos evitar a inflação [elevada], mas procurar também evitar uma inflação muito baixa. É simétrico”, sublinhou.

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