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Vítor Gaspar: Crescimento sustentável exige mudanças institucionais profundas

Antigo ministro das Finanças diz que foram realizados progressos assinaláveis no reequilíbrio das economias europeias, mas frisa que é preciso consolidar uma cultura de estabilidade ancorada em "profundas alterações institucionais" que terão de ser desencadeadas pelos políticos.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 13 de Maio de 2014 às 13:45
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Nos últimos anos, observou-se um "progresso considerável", tendo os países sob maior pressão "ajustado drasticamente", levando a que vários desequilíbrios macroeconómicos tenham sido "eliminados ou muito reduzidos".

 

Mas para que os países europeus possam almejar uma trajectória de crescimento sustentável, que é um fenómeno relativamente recente na história, terão de ocorrer "mudanças institucionais profundas ao nível nacional e europeu", sendo que esse processo de mudança "é fundamentalmente político", defendeu Vítor Gaspar, numa conferência que decorreu nesta segunda-feira, 12 de Maio, em Atenas, organizada pela presidência grega da União Europeia.

 

"O desafio do crescimento a longo prazo é o desafio do crescimento sustentável. Isso exige instituições compatíveis com o crescimento sustentável. As instituições devem ser entendidas aqui como regras, normas, organizações e crenças que geram regularidade no comportamento."

 

Sobre as causas da crise, o antigo ministro das Finanças sublinhou o papel desempenhado pelo endividamento excessivo dos Estados. "A transformação da Crise Global na Grande Recessão é agora bem compreendida. A dívida importa e importa muito", afirmou, citando o estudo publicado em 2009 por Carmen Reinhart e Kenneth Rogoff sobre o travão no crescimento exercido por dívidas públicas quando estas superam os 90% do produto interno bruto (PIB).

 

O problema foi mais grave na Zona Euro, disse, essencialmente por duas razões: porque os padrões da integração financeira se revelaram frágeis e rapidamente deram lugar a uma situação de fragmentação, e porque a participação na área do euro foi associada a uma forte acumulação de dívidas privadas e públicas nalguns países.

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