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Zorrinho: “Voltaremos ao Governo apenas depois de ser dada a voz ao povo”

Carlos Zorrinho diz que a moção de censura visa derrubar o Executivo de Passos Coelho e mudar de políticas. O líder da bancada socialista recusou-se a falar em eleições antecipadas, mas garantiu que o PS só será Governo se for eleito. Prefere que seja Passos a demitir-se, mas pede a Cavaco Silva para ficar atento aos “sinais” do Parlamento e da rua.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 28 de Março de 2013 às 18:48
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Carlos Zorrinho assegurou esta tarde que o Partido Socialista só assumirá o Governo se for para esse efeito eleito pelos portugueses. “Voltaremos ao Governo apenas depois de ser dada a voz ao povo”.

 

O líder da bancada parlamentar socialista falava depois de ter apresentado nesta quinta-feira, 28 de Março, à presidente da Assembleia da República uma moção de censura ao Governo, que será discutida e votada na próxima quarta-feira.

 

Questionado sobre o propósito da moção, Zorrinho disse reflectir “um novo consenso que não passa por este governo, por esta maioria, nem por este primeiro-ministro”, pelo que fornecerá a oportunidade de apresentar “um outro caminho” para o país.

 

“Existe na Assembleia da República uma maioria que é contrária ao que temos vindo a propor, mas existe no país uma enorme maioria de cidadãos que é favorável a uma nova receita”. A moção mostra que “estamos disponíveis para aplica-la”. Queremos “mostrar aos portugueses que existe uma alternativa e um caminho diferente, que só pode ser bloqueado por esta maioria”, disse, referindo-se ao PSD e CDS.

 

O líder da bancada socialista recusou-se a falar em eleições antecipadas, mas garantiu que o PS só será governo se for eleito. Prefere que seja o Governo a “cessar o seu mandato”, mas pediu a Cavaco Silva para ficar atento aos “sinais” que vêm do Parlamento e da rua. O Presidente da República “estará certamente atento quer aos sinais políticos da Assembleia da República, a casa da democracia, quer aos sinais dos portugueses”.

 

No texto da moção de censura, citado pela agência Lusa, os socialistas defendem que, "se o Governo continua cada vez mais isolado, a violar as suas promessas eleitorais, sem autoridade política, incapaz de escutar e de mobilizar os portugueses, a falhar nos resultados, a não acertar nas previsões, a negar a realidade, a não admitir a necessidade de alterar a sua política de austeridade, a não defender os interesses de Portugal na Europa, a conduzir o país para o empobrecimento, então só resta uma saída democrática para solucionar a crise: A queda do Governo e a devolução da palavra aos portugueses".

 

"Portugal precisa urgentemente de um novo Governo e de uma nova política", sustenta o PS, salientando que não será a sua iniciativa a gerar instabilidade no país.

 

"A crise política já existe" e "esta moção oferece uma solução para a crise política, como condição necessária para mobilizarmos os portugueses e vencermos a crise social e económica que nos cerca", refere o texto.

 

Para o PS, existe já "um novo consenso político e social em Portugal". "Só um novo Governo, democraticamente legitimado, com forte apoio popular, estará em condições de interpretar e protagonizar o novo consenso nacional, renegociar (ao nível europeu) uma estratégia credível de ajustamento e proceder ao relançamento sustentável da nossa economia e da criação de emprego", advoga o partido liderado por António José Seguro, que entregou a moção um dia depois do regresso mediático do anterior primeiro-ministro José Sócrates.

 

(notícia actualizada às 19h00)

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