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Volume de negócios das empresas abranda em 2018

Os principais indicadores económicos das empresas mostram sinais de abrandamento face ao ano anterior. A construção e imobiliário continua a destacar-se pela positiva.

Paulo Duarte
Susana Paula susanapaula@negocios.pt 20 de Setembro de 2019 às 11:40
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O volume de negócios das empresas portuguesas subiu 6,4% em 2018, abrandando face ao crescimento de 9,1% verificado no ano anterior, divulgou o Instituto Nacional de Estatística (INE), nesta sexta-feira, 20 de setembro.

"Embora o desempenho económico das sociedades não financeiras tenha registado evoluções favoráveis nos principais indicadores em 2018, as suas taxas de crescimento foram inferiores às do ano anterior", afirma o INE.

Além do travão no volume de negócios, a tendência de abrandamento verifica-se também no valor acrescentado bruto, que cresceu 5,6% em 2018, e do excedente bruto de exploração, que subiu 2,8%, quando, no ano anterior, tinham aumentado 8,5% e 9,4%, respetivamente.

Construção e imobiliário foi o setor que mais cresceu

A construção e as atividades imobiliárias foi o setor de atividade onde as empresas registaram os crescimentos mais expressivos das principais variáveis económicas (todos acima de 10%). O mesmo acontece no investimento: a taxa de investimento nesta área registou o maior aumento, atingindo 34,4% em 2018, acelerando face à subida de 9,8% registada no ano anterior.

Este setor representava 18,9% das empresas em Portugal (77,5 mil sociedades), 10,8% do pessoal ao serviço e 7,5% do volume de negócios.

Já o setor do alojamento e restauração registou uma desaceleração: o volume de negócios avançou 7,5%, o valor acrescentado bruto 7,2% e o excedente bruto de exploração 11,7% (face a 18,1%, 22,1% e 33,5% no ano anterior, respetivamente). Foi este setor que também registou o maior aumento dos gastos com pessoal (+11,9%)

Os setores da indústria e energia e do comércio foram os que mais contribuíram para o crescimento do volume de negócios, afirma o INE.

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