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Von der Leyen quer facilitar a retaliação através de sanções contra tarifas de Trump

Em dia de revelação das novas caras da Comissão europeia, a recém-eleita presidente, Ursula Vonder Leyen, já passa recados no que toca a proteger a Europa no âmbito dos conflitos comerciais.

reuters
Negócios jng@negocios.pt 10 de Setembro de 2019 às 16:47
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A recém-eleita presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, está a mover-se no sentido de reforçar o arsenal de ferramentas à disposição do Velho Continente para contra-atacar possíveis investidas comerciais, nas quais se enquadram as ameaças que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem vindo a avançar.

"Quero que se debruce sobre a forma de reforçar a nossa ‘caixa de ferramentas’ comerciais", escreveu von der Leyen numa carta dirigida ao comissário com a pasta do Comércio, Phil Hogan. "Isto deverá incluir o melhoramento da regulação que nos permita usar sanções quando outros adotem medidas ilegais e simultaneamente bloqueiem o processo de gestão de resolução de disputas da WTO (Organização de Comércio Mundial ou OMC, em português)".

Em abril deste ano, os Estados unidos ameaçaram a Europa com tarifas sobre 11 mil milhões em importações, motivadas pela indignação quanto a subsídios concedidos pelo Velho Continente à Airbus o que, na ótica de Trump, prejudica indevidamente a rival americana Boeing. Na mesma semana, o representante do comércio norte-americano, Robert Lighthizer, declarou que os Estados Unidos haviam perdido a paciência com aquele que é um dos casos mais antigos que está pendente na OMC, referindo-se à queixa relativamente aos subsídios concedidos à Airbus.

Já em agosto, o líder da Casa Branca ameaçou mesmo retirar o seu país da Organização Mundial do Comércio, criticando-a, desta vez, pelo alegado tratamento de favor à China em detrimento dos Estados Unidos.

Mas os Estados Unidos não são a única potência que merece a ação da presidente. Na mesma carta, von der Leyen pede sinergias dentro da comissão, nomeadamente com Margrethe Vestager – que voltou a ficar responsável pela Concorrência – "de forma a responder a efeitos de distorção causados por subsídios estrangeiros no mercado interno", numa possível referência aos subsídios chineses.

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