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Warren Buffet escreve ao "Tio Sam" para agradecer trabalho do governo em 2008

O investidor lendário escreveu uma carta ao "Tio Sam" para agradecer aos responsáveis políticos norte-americanos pelas medidas rápidas que tomaram após a falência do Lehman Brothers.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 17 de Novembro de 2010 às 15:08
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O presidente Berkshire Hathaway começa por desculpar-se pela demora. Mas não quis deixar de escrever ao governo para lhe agradecer as medidas que tomou durante no pico da crise financeira, que se seguiu à falência do Lehman Brothers.

“Querido Tio Sam,

A minha mãe mandou-me agradecer-lhe pontualmente. Eu fui desleixado.”

A carta é publica pela edição "online" do "New York Times" e enderaçada ao "Tio Sam" que personifica o governo norte-americano desde a Guerra de 1812.

Warren Buffett descreve o “tio” como “desajeitado, mesmo inepto”, mas também a única força capaz de evitar o colapso do sistema financeiro em Setembro de 2008, após a falência do Lehman Brothers, que precipitou a economia do país para próximo do abismo.

"O Fannie Mae e Freddie Mac, pilares do nosso sistema hipotecário passaram" a operar ao abrigo da protecção por insolvência. “Vários dos nossos bancos comerciais estavam vacilantes. Um dos maiores bancos de investimento de Wall Street tinha ido à falência e outros três preparavam-se para o seguir. A AIG, maior seguradora do mundo, estava às portas da morte”, descreve o “Oráculo de Omaha”.

O sistema financeiro formou um dominó pronto a cair e levar consigo a economia dos Estados Unidos, com o financiamento de curto prazo de que as empresas dependiam a aproximar-se do vencimento. "A minha própria empresa, a Berkshire Hathaway, poderia ter sido a última a cair, mas essa distinção servia de pouco consolo".

"300 milhões de americanos também estavam na fila do dominó"

“Muitas das maiores das nossas empresas industriais, dependentes de papel financeiro que desapareceu, estavam a semanas de esgotar as suas reservas de dinheiro”, o que pôs também os empregos e as poupanças de famílias “na fila do dominó”, recorda o responsável na carta em que agradece ao “tio”, onde nomeia alguns responsáveis dignos de nota.

“Nos dias mais negros, Ben Bernanke, Hank Paulson, Tim Geithner e Xheila Blair perceberam a gravidade da situação e agiram com coragem e determinação”, diz Warren Buffet. “E apesar de eu nunca ter votado em George W. Bush, concedo-lhe crédito por ter liderado, mesmo enquanto o Congresso hesitava e argumentava”.

As medidas tomadas pelo governo são caracterizadas como “notavelmente eficazes” em reduzir o pânico nos mercados financeiros durante a crise e Buffett ressalva que a subida dos preços no mercado de crédito foi uma “desilusão em massa”, que antes do rebentar da bolha “desacreditava os poucos cépticos que avisaram de problemas”.

No final é um “agradecido sobrinho” que agradece ao governo por se ter revelado providente e eficaz durante uma “extraordinária emergência”.

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