Economia Zuckerberg telefona a Obama para se queixar de efeitos da espionagem na Internet

Zuckerberg telefona a Obama para se queixar de efeitos da espionagem na Internet

O fundador da rede social Facebook telefonou ao presidente norte-americano, Barack Obama, para se queixar da "ameaça" que representa para a Internet as práticas do Governo dos EUA, numa altura em que se multiplicam as revelações sobre os vastos programas de espionagem.
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Negócios com Lusa 14 de março de 2014 às 00:57

Num "post" que publicou esta quinta-feira na sua página pessoal no Facebook, Mark Zuckerberg disse: "telefonei ao presidente Obama para exprimir a minha frustração perante os prejuízos criados pelo governo ao nosso futuro colectivo".

 

"Infelizmente, dir-se-ia que vai ser preciso muito tempo para uma reforma verdadeira. (...). O Governo norte-americano deveria ser um campeão pela Internet, não uma ameaça. Devem ser mais transparentes sobre o que fazem, senão as pessoas imaginam o pior", acrescentou na sua mensagem.

 

Este protesto do criador do Facebook ilustra as tensões crescentes entre o sector tecnológico e o governo, depois de uma série de revelações sobre os programas de espionagem realizados pelas agências de informações, como a Agência de Segurança nacional (NSA, na sigla em Inglês).

 

Recorde-se que Edward Snowden, ex-analista de sistemas que divulgou planos de vigilância em massa dos EUA, depois de ter trabalhado numa empresa subcontratada pela CIA e pela Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla original), fugiu dos EUA e está refugiado desde então. Mas continua a revelar dados. No passado mês de Dezembro, divulgou que os EUA e o Reino Unido mantiveram sob escuta o telemóvel de Joaquín Almunía quando este era comissário europeu da Economia e Assuntos Monetários.

 

Joaquín Almunía terá sido espiado pelos serviços secretos norte-americano (NSA – Agência de Segurança Nacional) e britânico (Quartel-Geral de Comunicações do Governo) em 2008 e 2009, revelaram no passado dia 10 de Dezembro o “The New York Times”, “The Guardian” e “Der Spiegel”.

 

Os três jornais que divulgam esta informação obtiveram-na através de novas “fugas de informação” por parte de Edward Snowden, que já tinha dito que as agências norte-americana e britânica espiaram mais de 1.000 “objectivos” nos últimos anos.




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