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Barómetro: portugueses divididos na guerra entre governo e professores

Numa altura em que se agudiza o conflito entre Governo e sindicatos de professores, os portugueses mostram-se divididos sobre a postura do Governo. Metade acha que está a negociar seriamente, a outra metade diz que é só para cumprir calendário.

Lusa
Manuel Esteves mesteves@negocios.pt 20 de Dezembro de 2018 às 08:00
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A guerra é longa e não dá sinais de tréguas. O Governo deu por terminadas as negociações com os professores e pode aprovar hoje, em Conselho de Ministros, o diploma que prevê a contagem de apenas dois anos e nove meses do tempo de serviço prestado pelos professores no passado para efeitos de progressão. Os sindicatos prometem não baixar os braços e ameaçam arrancar o ano com uma vaga de greves nas escolas.
 
E os portugueses, o que dizem desta greve? Questionados pela Aximage sobre se o Governo está mesmo a negociar seriamente com os sindicatos ou apenas como uma mera formalidade, como dizem os sindicatos, a população divide-se: 46% dizem que "o Governo está a fingir" e 45% dizem que "está a sério".

Desagregando a amostra por preferências partidárias, nota-se que são os eleitores do PS os mais benevolentes para com o Governo: 73% dizem que o Ministério da Educação esteve empenhado de forma séria nas negociações com os sindicatos. Os votantes no Bloco também parecem dar o benefício da dúvida: uma maioria de 46% acredita nas boas intenções do Governo, ao passo que apenas 36% vislumbram uma atitude hipócrita da parte do executivo.

Sem surpresa, o cepticismo é a nota dominante entre os eleitores dos partidos da oposição: 69% e 68%, respectivamente, dos votantes no PSD e no CDS dizem que o governo está a fingir que há uma negociação com os professores.

Curiosamente, os eleitores da CDU, que integra dois dos partidos que apoiam o Governo no Parlamento, são os que se mostram mais críticos. Segundo a Aximage, 70% dizem que "o Governo está a fingir".

Governo e sindicatos trocam acusações de intransigência

O Governo acusa os sindicatos de se manterem intransigentes e indisponíveis para negociar uma solução concertada para a progressão nas carreiras docentes, isto após novo fracasso nas negociações. Os sindicatos devolvem a acusação de intransigência depois da reunião de ontem com a secretária de Estado adjunta da Educação, Alexandra Leitão. Citado pela Lusa, Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, diz que as estruturas sindicais se depararam com uma "parede de intransigência" da parte do Governo.

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