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CDS: Greve de professores em dia de exame é "golpe muito baixo para o sistema educativo"

O CDS-PP considerou hoje que a decisão dos professores fazerem greve num dia de exame nacional é "um golpe muito baixo para o sistema de ensino".

Lusa 17 de Maio de 2013 às 12:25
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Os sindicatos agendaram na quinta-feira uma greve geral de professores para 17 de Junho, primeiro dia dos exames nacionais do ensino secundário.

 

Hoje, durante o debate de urgência pedido pelo PS sobre o "Estado da educação no ensino básico e secundário", o deputado do CDS-PP Michael Seufert, considerou que fazer um anúncio de greve para um dia em que se realiza uma prova nacional é "um golpe muito baixo para o sistema educativo português".

 

Sublinhando que a greve é um direito dos trabalhadores, o deputado popular lembrou que "o que está em causa é a realização das provas finais".

 

Em resposta, Luís Fazendo, do Bloco de Esquerda, lembrou que os professores "reclamam apenas o direito ao diálogo" e acusou o ministro Nuno Crato de ter "atraiçoado o voto dos professores" ao não cumprir o que tinha prometido, como por exemplo que a mobilidade especial não se aplicaria aos professores.

 

"Os sindicatos querem apenas o que o ministro prometeu", sublinhou o bloquista, dando como exemplo a semana de 40 horas de trabalho.

 

Em tom irónico, Luís Fazenda disse que Nuno Crato justifica as suas mediadas com o facto de "o mundo ter mudado".

 

O debate de urgência foi pedido pela bancada socialista que alertou para o estado da educação: "A escola pública ao longo destes dois anos de Governo da maioria PSD/CDS-PP viu abater pilares essenciais para o desenvolvimento da sua missão. A cada dia que passa, o serviço público de educação está a ser destruído por um Governo que conta os dias da sua agonia, enquanto arrasta o país para o abismo", acusou a deputada Odete João.

 

Durante o seu discurso, a socialista criticou o despedimento e insegurança dos professores que vivem "com o cutelo do desemprego à cabeça".

 

As alterações da estrutura curricular, os "giga-agrupamentos" e a educação de adultos foram outros dos temas que mereceram fortes críticas, não do só do PS como de toda a oposição.

 

"O Governo fica satisfeito por reduzir a escola pública a uns exames, cultivar a insegurança, promover as desigualdades sociais e despedir milhares de agentes educativos. Nada disto o parece incomodar", concluiu Odete João.

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