Educação Confúcio entra no colégio dos Violas no Porto

Confúcio entra no colégio dos Violas no Porto

O CLIP, colégio que tem alunos provenientes de mais de 50 países e é detido pelo dono de cinco casinos e da Super Bock, vai ter um centro do Instituto Confúcio, reforçando o ensino de mandarim, que tem como disciplina curricular há 28 anos.
Confúcio entra no colégio dos Violas no Porto
Rui Neves 19 de novembro de 2019 às 11:59

São cada vez mais os portugueses interessados em aprender mandarim, com o Instituto Confúcio, criado em parceria com a China, a posicionar-se como o grande difusor desta língua em Portugal.

 

O Instituto Confúcio da Universidade do Minho (ICUM), inaugurado em outubro de 2006 e que foi o primeiro criado no espaço lusófono e o 32.º a nível mundial, salienta que, naquele ano, o mandariam era lecionado em apenas duas escolas para 70 alunos, enquanto que neste ano letivo (2018/19) esta língua já era aprendida por 452 alunos em 16 escolas.

 

Entretanto, para a próxima sexta-feira, 22 de novembro, está marcada a abertura do CLIP Confucius Classroom. Trata-se da entrada do ICUM no CLIP - Oporto International School, com duas salas e um gabinete Confúcio, que visam o ensino oficial do mandarim direcionado para toda a comunidade, para além dos alunos do próprio colégio.

 

"A abertura da CLIP Confucius Classroom tem como objetivo, não só impulsionar o ensino de mandarim, mas também promover a divulgação da cultura chinesa", salienta, em comunicado, o colégio, que pertence à Violas SGPS, grupo que controla, entre outros ativos, cinco casinos em Portugal e o Super Bock Group (ex-Unicer).

 

Há 28 anos que o CLIP leciona o mandarim como disciplina curricular.

 

"O número de alunos interessados no mandarim duplicou nos últimos cinco anos, associado à sua difusão exponencial no mundo e, como tal, acreditamos que, dadas as relações estreitas entre Portugal e a China, a língua será um elemento diferenciador e uma vantagem competitiva no futuro, não apenas dos nossos alunos nas suas saídas profissionais, como de toda a comunidade nacional e internacional interessada", sublinha Francisco Marques, CEO do CLIP.

O CLIP adianta que "o Instituto Confúcio apoiará este polo de disseminação da cultura e língua chinesas, não só ao nível financeiro, mas também com materiais didáticos e agendamento de eventos culturais, promotores da aprendizagem da língua e cultura chinesas".

 

Fundado em 1990 com 44 alunos, o CLIP tem atualmente cerca de 1.150 alunos, com idades entre os três e os 18 anos, provenientes de mais de 50 países e que representam cerca de 40% do total.

 




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