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Consolidação da banca angolana vai começar por pequenas instituições

O sistema financeiro angolano, em que os bancos portugueses têm uma presença relevante, vai ser palco de "operações de consolidação, a curto ou médio prazo", prevê Pedro Subtil, "partner" da área financeira da KPMG. Já Vítor Ribeirinho, acredita que os bancos portugueses vão ficar de fora deste movimento.

Maria João Gago mjgago@negocios.pt 14 de Dezembro de 2010 às 13:05
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“Até aqui, o crescimento tem sido orgânico, mas vamos muito em breve observar crescimento inorgânico [da banca angolana], já que, pela dimensão do mercado não se justifica a existência de tantas instituições”. Esta é a visão de Pedro Subtil, “partner” da área financeira da KPMG Portugal, operação que, em Agosto assumiu a liderança da empresa em Angola.

No entanto, os bancos angolanos dominados por grupos portugueses deverão ficar à margem deste movimento. “As operações dos bancos portugueses estão focalizadas na bancarização. Primeiro fizeram uma abertura massiva de sucursais em Luanda, agora estão a expandir a rede para as restantes províncias. A consolidação vai passar por pequenos nichos e pequenas instituições”, antevê Vítor Ribeirinho, responsável pela área de auditoria da KPMG, na apresentação do estudo “Análise ao Sector Bancário Angolano”.

No final de 2009, de acordo com o relatório elaborado pela KPMG, havia 20 bancos a operar em Portugal, sendo que os primeiros cinco, entre os quais o Banco Espírito Santo Angola e o Banco de Fomento, controlado pelo BPI, controlavam mais de 50% dos depósitos do sistema. Nesse exercício, o activo médio do sistema cresceu 30%, tendo sido abertas 100 novas agências.

Ainda assim, a KPMG acredita que o sector financeiro angolano continua a ter “potencial”, já que o nível de bancarização é de apenas 11% da população total.

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