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FNE pondera aderir à greve geral dos professores de 17 de Junho

A Federação Nacional da Educação (FNE) pondera aderir à greve geral de professores marcada para 17 de Junho, primeiro dia dos exames nacionais do ensino secundário.

Lusa 21 de Maio de 2013 às 20:33
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A decisão da FNE consta de uma resolução hoje aprovada em reunião, tendo a estrutura sindical feito depender a sua adesão ao protesto das negociações com o Ministério da Educação e Ciência, marcadas para esta semana. 

 

Na resolução, a estrutura sindical refere que pondera ainda fazer greve ao serviço de avaliações nos dias 11, 12, 13 e 14 de Junho, tendo decidido aderir à manifestação nacional marcada para 15 do mesmo mês.

 

A FNE adiantou que a mobilidade especial e o aumento da carga lectiva são os motivos para uma possível adesão à greve.

 

A resolução foi aprovada, por unanimidade e aclamação, pelo secretariado nacional da FNE, que hoje se reuniu em Lisboa, na sede da UGT, central sindical à qual a Federação Nacional de Educação está afecta.

 

A FNE advoga que o regime de mobilidade especial levará ao despedimento de professores, invocando que não há docentes excedentários.

 

"Os professores que temos nos quadros não chegam", sustentou o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva, numa declaração à imprensa, após a reunião do secretariado nacional.

 

A FNE pede uma "declaração formal e consistente" do ministro da Educação, Nuno Crato, de que não vai haver nenhum professor colocado na mobilidade especial.

 

No texto da resolução, a Federação Nacional de Educação considera ainda que "é inteiramente inaceitável e reprovável" o aumento do horário laboral dos professores, e pede o "reconhecimento do especial desgaste que a profissão provoca", e que entende ser violado com a eliminação da redução da carga lectiva prevista no Estatuto da Carreira Docente.

 

"O Governo tem que se empenhar em preservar a palavra", vincou João Dias da Silva, afirmando a disponibilidade da FNE para "apresentar contra propostas" no processo negocial com o Ministério da Educação e Ciência.

 

As greves, às quais a FNE decidiu aderir, caso o Governo não ceda às suas reivindicações, já tinham sido agendadas, na semana passada, pela Federação Nacional de Professores (Fenprof, afecta à CGTP) e por mais sete sindicatos.

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