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Fundo de estabilização do euro deverá ter notação de "AAA"

O Fundo de Estabilidade Financeira da Zona Euro, que foi criado durante o pico da crise orçamental europeia, estará operacional no final do mês com "rating" de "AAA". Pelo menos, é o que espera o responsável do fundo.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 14 de Julho de 2010 às 13:40
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Ao detalhar os mecanismos do fundo, o responsável pela activação deste instrumento, Klaus Regling, disse ao "Financial Times" que “estaremos prontos quando os políticos nos disserem para agir”. Apesar de esta ser uma medida temporária, o período de vida do fundo pode ser prolongado para lá dos três anos que estava previsto durar, no caso de algum dos países elegíveis estiver em dívida para com o fundo.

A hipótese de o fundo merecer a classificação de crédito com o melhor nível de qualidade de investimento tem sido posta em causa por investidores e especialistas já que apenas uma pequena parte dos países da União Europeia que irão financiar 440 mil milhões de euros, de um fundo que totaliza 750 mil milhões (com o contributo do FMI), tem uma classificação de crédito de “AAA”.

O responsável disse que algumas medidas foram tomadas com o fim específico de conseguir uma tão elevada classificação de crédito, como a exigência de que todos os países envolvidos sejam obrigados a aumentar os fundos que se comprometeram a entregar em 20%, se isso lhes for pedido.

Além disso, foi dito às agências de “rating” que “existe o compromisso generalizado de que todos os países da Zona Euro de fazer o que for necessário para conseguir a melhor classificação possível”, segundo reporta o Financial Times, que cita Regling.

“Estou confiante de que copnseguiremos o melhor ‘rating’ possível, possivelmente em Agosto”, disse o especialista. “Creio que o facto de os ministros das Finanças de 16 países desenvolvidos se comprometerem a fazer tudo o que for necessário para conseguir a melhor classificação [de crédito] é muito valioso”.

O fundo não é uma “caixa Multibanco”, disse Regler. Para aderir ao fundo é necessário aceitar reformas impostas pelo Fundo Monetário Internacional, a União Europeia e o Banco Central Europeu e uma taxa de juro semelhante à que foi exigida à Grécia nas ajudas de 110 mil milhões de euros conferidas ao país, para que este refinanciasse a sua dívida.

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