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Metade das escolas portuguesas está situada em zonas pobres

Novo modelo de avaliação externa das escolas tem em conta vários factores de contexto, como a situação económico-financeira dos alunos. Escolas com melhores resultados estão situadas em zonas mais favorecidas.

Negócios negocios@negocios.pt 27 de Fevereiro de 2013 às 09:14
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A maioria das escolas portuguesas está situada em zonas social, económica e culturalmente desfavorecidas. Esta é uma das conclusões do novo modelo desenvolvido pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC), que será utilizado na avaliação externa das escolas. O objectivo é calcular os resultados, tendo em conta o contexto de cada escola e a situação dos alunos.

 

O modelo definido pelo ministério de Nuno Crato resultou em três grupos: o “Pegasus”, o “Cassiopeia” e o “Orion”, de acordo com a edição de hoje do “Diário de Notícias”.

 

A maioria das escolas portuguesas (445) – quase metade – enquadra-se no primeiro grupo, o que significa que têm muitos alunos com menos de 200 euros per capita de rendimento e com pais com baixa escolaridade. Estas escolas têm também uma elevada percentagem de alunos noutras modalidades de ensino que não o regular e estão situadas em zonas rurais ou em subúrbios perto de bairros sociais.

 

No grupo exactamente oposto inserem-se as escolas que lideram os “rankings” nacionais. O grupo “Orion” distingue-se por ser constituído por 237 escolas ou agrupamentos escolares situados em meios urbanos ou subúrbios mais favorecidos. Nestes casos, os pais têm em média uma habilitação escolar elevada e há uma elevada percentagem de alunos no ensino secundário.

 

O grupo “Cassiopeia” está entre as anteriores duas situações. São 274 escolas ou agrupamentos “mais difíceis de caracterizar”, explica o “DN”. Estas escolas – com elevada percentagem de alunos do ensino básico – têm pais com habilitações relativamente altas e poucos alunos a beneficiarem de acção social.

 

Este novo modelo é a grande novidade do ciclo de avaliação externo das escolas que começa agora e termina em 2015. Entre outros factores, serão agora considerados: o número de alunos por turma, professores nos quadros, idade dos alunos, percentagem de raparigas e resultados nos últimos exames. Segundo a Direcção-geral de Estatísticas da Educação e Ciência a idade dos alunos é uma das variáveis com maior impacto nos resultados.

 

Este modelo permite também confirmar aquilo que é dito por muitos especialistas na matéria em relação às escolas que lideram os “rankings” nacionais: as melhores notas estão relacionadas com o contexto dos alunos e famílias. 

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