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Nuno Crato admite segunda língua estrangeira obrigatória nas escolas

O ministro da Educação afirmou esta terça-feira que a União Europeia pretende aumentar a cooperação com universidades africanas e asiáticas, nomeadamente com a China, e admitiu que o ensino de uma segunda língua estrangeira possa vir a ser obrigatório.

Sara Matos
Lusa 20 de Maio de 2014 às 15:17
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As posições de Nuno Crato foram assumidas em declarações aos jornalistas em Bruxelas, à margem da reunião do Conselho de Educação.

 

O governante português adiantou que a introdução de uma segunda língua estrangeira obrigatória nas escolas é uma hipótese em cima da mesa entre os 28 Estados-membros e admitiu a possibilidade de o ensino de inglês ser alargado de cinco para sete anos.

 

"Como sabem nós transformámos o inglês em língua obrigatória ao longo de cinco anos de escolaridade, foi uma decisão deste Governo, e estamos a estudar a possibilidade de esse ensino obrigatório ser introduzido mais cedo e ser estendido a sete anos", disse.

 

Sobre a possibilidade de ser introduzida uma segunda língua estrangeira entre as disciplinas obrigatórias, Nuno Crato afirmou que os ministros europeus têm a ambição de estender a medida "a todos os países".

 

"Temos a possibilidade de estudar alemão, estudar espanhol, estudar francês, como segunda língua e surgiu recentemente a possibilidade de estender o mandarim como uma das disciplinas opcionais a ter no ensino secundário e talvez mesmo no ensino básico", disse.

 

Outros dos pontos de discussão foi "o reforço da internacionalização das universidades europeias", especialmente com "vários países africanos e asiáticos com os quais a Europa tem preocupação especial de cooperação, nomeadamente com a China".

 

Neste ponto, o ministro da Educação sublinhou a importância da recente viagem do Presidente da República à China.

 

"Tive a oportunidade de informar o Conselho dos nossos esforços recentes em diálogo com os responsáveis chineses para termos uma maior cooperação de nível universitário e de ensino em geral. É muito significativo que entre os muitos acordos assinados na recente viagem presidencial à China o ensino e a ciência tenham surgido como temas essenciais de acordos assinados na presença dos dois presidentes", considerou.

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