Educação OCDE: Aposta na qualificação de adultos está a ter "resultados encorajadores" em Portugal

OCDE: Aposta na qualificação de adultos está a ter "resultados encorajadores" em Portugal

Nos últimos 12 anos, caiu em quase 20 pontos percentuais a proporção de adultos com qualificações abaixo do ensino secundário em Portugal. Ainda assim Portugal continua a ser dos países com uma das percentagens mais elevadas de população adulta com baixas qualificações.
Marlene Carriço 09 de setembro de 2014 às 10:00

"Os esforços de Portugal para melhorar o nível de qualificação e competências da sua população adulta estão a mostrar resultados encorajadores". As palavras são dos autores do relatório anual "Education at a Glance 2014", divulgado esta terça-feira, 9 de Setembro, pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE).

 

Em 2012, 62% da população entre os 25 e os 64 anos tinham qualificações apenas até ao nono ano de escolaridade. Em 2000 essa percentagem rondava os 81%, ou seja, quase 20 pontos percentuais acima.

 

Ainda assim, e apesar da melhoria constante, os relatores sublinham que Portugal está entre os três países, só ultrapassado pelo México e pela Turquia, com maior percentagem de população adulta sem o ensino secundário completo. E isso explica-se, em grande parte, pelas baixas qualificações entre os adultos entre os 55 e os 64 anos de idade.

 

Olhando para os países da União Europeia, e embora aí o progresso tenha sido menos acentuado, a média da população adulta com qualificações abaixo do ensino secundário fixava-se, em 2012, nos 23% e, no caso dos países da OCDE, essa percentagem rondava os 24%.

 

Os relatores da OCDE destacam ainda o prémio resultante das qualificações mais elevadas. Segundo os mesmos, quem obtém um canudo do ensino superior tem menos probabilidade de ficar desempregado e estando a trabalhar recebe mais do que com níveis de qualificação mais baixos.

 

 




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