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Processo de candidatura sem segredos

Se já organizou a sua vida profissional e pessoal para fazer o MBA este ano lectivo, não permita que nada falhe neste processo

Negócios negocios@negocios.pt 05 de Abril de 2011 às 09:00
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A que escolas candidatar-se?
A primeira regra é enviar a sua candidatura à escola que considera a melhor para si, mesmo que receie ter poucas probabilidades de entrar. Ou faz uma boa aposta, ou corre o risco de mais tarde se arrepender do dinheiro que gastou. Mas tal não o deve impedir de se candidatar a várias escolas, se já estruturou a sua vida profissional e pessoal para fazer o MBA no próximo ano lectivo. Há apenas que ter em conta que todos os programas que seleccionou estão de acordo com os objectivos que pretende. Assim, maximiza as suas hipóteses de ser aceite. Mas não exagere, pois o processo de candidatura vai consumir-lhe muito tempo e recursos e dificilmente terá tempo disponível para levar até ao fim a candidatura a mais do que duas escolas.

Antes de apresentar as candidaturas, deve obter o máximo de informação sobre as escolas, os cursos, o corpo docente e, de preferência, falar com alunos e ex-alunos, para ficar com a certeza que está a dar um tiro no alvo certo.

Referências
É provável que algumas escolas lhe peçam cartas de recomendação, nesse caso há que ser criterioso em relação à escolha das pessoas que o vão indicar. Esqueça o seu professor de Estatística da faculdade, pois as escolas valorizam mais referências profissionais do que académicas.

Procurar pessoas que o tenham acompanhado nos últimos anos, será a melhor forma de dar uma ideia mais actualizada sobre si e as suas realizações. Peça-as a alguém que o conheça realmente bem a nível profissional, pois de outra forma de pouco adiantarão. O seu chefe directo é uma peça-chave neste processo, a menos que tenham uma péssima relação. Finalmente, certifique-se que entrega as referências a tempo e horas, pois caso contrário começará logo a dar uma imagem de quem não consegue controlar os acontecimentos.

O GMAT
É um passo importante do processo de candidatura. Faça-o com antecedência para ter tempo de o repetir, se for necessário. Nunca apague o resultado, pois só será considerada a nota mais alta que conseguir. Lembre-se que não é porque foi fácil para um seu amigo, que também será para si. Não é um exame acessível.

O objectivo é avaliar a sua capacidade de relacionar informações verbais e numéricas e tem quatro partes: dois exercícios escritos e dois testes, um de cálculo e outro de compreensão verbal. Tudo em inglês. Há quem admita ter dificuldades com o seu formato, por isso, ter tempo para se familiarizar com o programa é importante. Há quem tenha explicações para se preparar melhor. Pondere também essa opção se achar mais seguro. É muito importante que o faça com tempo, pois lembre-se que se o deixar para a fase final, não só andará já mais atarefado com os outros requisitos da candidatura, como corre o risco de não conseguir uma boa nota à primeira e depois já não ter tempo para o repetir.

O ensaio
A maioria das escolas internacionais não o dispensam e admitem mesmo que, tal como a entrevista, é o meio que lhes permite conhecê-lo melhor. Também neste caso, comece a preparar-se com tempo. Vá anotando situações, ideias, factos, que possa vir a usar.

O que interessa é a relevância destas anotações na sua vida. A partir desta base, vale quase tudo: como aprendeu a falar italiano através de uns cds que ouvia a caminho do trabalho, como conseguiu três novos clientes durante uma semana de férias em Cabo Verde, a estratégia que usou para perder 10 quilos, etc. Lembre-se que o que a escola vai querer avaliar é a sua capacidade de liderança, de trabalhar em equipa, as competências de comunicação e o seu sentido de ética.

A entrevista
Se por um lado, não há razões para falhar nesta fase final - afinal, a entrevista é sobre a pessoa que melhor conhece, você -, por outro, convém preparar-se bem para ela. Pratique, sozinho ou acompanhado, em voz alta.

Pense com antecedência no que lhe poderão perguntar e em quais as melhores respostas a dar. Se tem dúvidas sobre esta matéria, pergunte a alunos e ex-alunos sobre que tipo de questões o staff da escola costuma colocar. Esteja preparado para falar de erros de uma forma positiva ou, pelo menos, não ter vergonha de os assumir - é a atitude certa que vai conquistar o seu entrevistador.
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