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"Com as contas públicas em ordem não é preciso mais aumento de impostos"

O secretário-geral do Partido Socialista, José Sócrates, deu a sua primeira entrevista após as eleições legislativas, à Visão. O primeiro-ministro confessou que os portugueses precisam de apertar mais o cinto e que "com as contas públicas em ordem não é preciso mais aumento de impostos, como tivemos que fazer em 2005" .

Ana Torres Pereira atp@negocios.pt 15 de Outubro de 2009 às 09:17


O secretário-geral do Partido Socialista, José Sócrates, deu a sua primeira entrevista após as eleições legislativas, à Visão. O primeiro-ministro confessou que os portugueses precisam de apertar mais o cinto e que “com as contas públicas em ordem não é preciso mais aumento de impostos, como tivemos que fazer em 2005”.

José Sócrates, quando questionado se os portugueses terão que apertar o cinto, garante que “não”, acrescentando que espera que Portugal “tenha um período de recuperação económica”.

O primeiro-ministro confessou ter “confiança nos estabilizadores automáticos, as reformas que fizemos foram estruturais, em particular na Administração Pública e na Segurança Social e isso tem consequências no Orçamento do Estado”.

“A nossa prioridade é combater a crise, depois será muito mais fácil”, acrescentou.

Sócrates também caracterizou a vitória nas legislativas como “uma vitória da decência e da atitude”, acrescentando que a “agenda de uma desforra pessoal, esse ressentimento pessoal contra mim saiu derrotado, por isso é que considerei esta vitória absolutamente extraordinária, tanto mais que vínhamos de uma derrota nas eleições europeias, com uma diferença de 5 pontos percentuais”.

“Muita gente não acreditava e muita gente nos deu como derrotados, acrescentou Sócrates, mas no entanto “a oposição enganou-se ao pensar que estava caído no chão e bastava dar pontapés”

O primeiro-ministro afirmou que “essa morte politica foi muito prematura”, eu vi o esforço que a Dra. Manuela Ferreira Leite fez para mostrar que era incompatível comigo eu nunca tive essa visão das coisas”

“Esta foi uma vitória difícil e estas eleições foi a legitimação de um programa político”, concluiu o governante, na mesma entrevista.


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