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Sistema dual de ensino vai ter colaboração da Alemanha

Portugal quer reforçar a aposta no sistema de ensino dual, que fomenta a participação dos estudantes no ambiente empresarial. Portugal quer triplicar o número de alunos integrados neste sistema. E terá a cooperação alemã. Nuno Crato garantiu que vai haver intercâmbio de formadores, mas também de estudantes entre os dois países.

Alexandra Machado amachado@negocios.pt 12 de Novembro de 2012 às 12:35
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O Governo pretende reforçar o número de alunos integrados no sistema dual de ensino. A garantia foi deixada por Álvaro Santos Pereira, ministro da Economia, que concretizou haver hoje mais 50% de alunos neste sistema e o Governo quer triplicar o número de alunos neste ensino até 2020. O sistema dual e o sistema profissional são prioridades deste Governo, até para, dizem os governantes, combater o desemprego jovem.

Nuno Crato, ministro da Educação, avançou, ainda, que as metas estão definidas. Dentro de um ou dois anos, pretende-se que 50% dos jovens estejam no ensino profissional e a outra metade no ensino regular científico ou humanístico.

Mas é no sistema dual que Portugal e Alemanha vão cooperar. Há já um memorando de cooperação assinado entre os dois países, assinado na semana passada em Berlim pelo próprio ministro.

O sistema dual permite que os jovens passem parte do tempo da formação na escola e a outra parte nas empresas. "A Alemanha tem muito sucesso no sistema dual, onde está muito difundido", afirmou Nuno Crato, à margem do encontro luso-alemão, em declarações aos jornalistas, salientando ser necessário o grande empenho das empresas.

O memorando entre os dois países prevê que haja intercâmbio de formadores, que será definido por uma comissão técnica bilateral. Nuno Crato concretiza que o intercâmbio será de formadores, mas também de estudantes, como o que já existe ao nível do ensino universitário Erasmus e ao nível do ensino profissional Leonardo da Vinci. A troca de experiências e o seu desenvolvimento é igualmente um dos pontos deste memorando.

Mas o ministro da Educação garante que Portugal "não está a reproduzir o sistema alemão". Em Portugal pretende-se que haja maior permeabilidade entre ofertas, ou seja, que os estudantes que estão na via de ensino profissional possam também integrar o sistema regular e vice-versa.

"Neste momento estamos a trabalhar com escolas de referência para desenvolver o modelo e aplicá-lo a todo o país", concretizou Nuno Crato que voltou a criticar, de forma indirecta, o anterior governo, de quem diz que apoiou "certificações que não são reais". Este Governo, acrescentou, "quer qualificações reais".

Este é um sistema que abrangerá vários sectores. Nuno Crato concretizou: profissões técnicas ligadas à produção bens transaccionáveis, design, fotografia, até à tecnologia, produção peças, moldes clássicos".
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