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Universidade do Porto é a mais procurada pelos candidatos ao ensino superior

A Universidade do Porto continua a ser a instituição de ensino superior público mais procurada pelos candidatos a caloiros, com as candidaturas em 1.ª opção a superarem em 66% a oferta.

Paulo Duarte/Negócios
Lusa 08 de Setembro de 2013 às 17:34

De acordo com os dados divulgados hoje pela Direcção Geral do Ensino Superior (DGES), relativo ao concurso de acesso ao ensino superior em 1.ª fase, a Universidade do Porto continua a ser, em comparação com 2012, a instituição pública de ensino superior com maior número de vagas disponíveis, maior procura em 1.ª opção e uma das mais altas taxas de ocupação de vagas em 1.ª fase, que em 2013 se fixou nos 97%, ligeiramente abaixo da taxa de 99% registada em 2012.

 

Entre as universidades e institutos politécnicos com maior número de vagas disponíveis para o ano lectivo de 2013-2014 encontram-se a Universidade de Lisboa e a Universidade Técnica de Lisboa (agora fundidas na nova Universidade de Lisboa), a Universidade Nova de Lisboa, a Universidade de Coimbra, a Universidade do Minho e os Institutos Politécnicos de Lisboa e Leiria.

 

Do lado da procura, para além da Universidade do Porto, são as universidades do Minho, Nova de Lisboa, o ISCTE -- Instituto Universitário de Lisboa, as escolas superiores de Enfermagem de Lisboa e do Porto e a Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril que apresentam uma procura em 1.ª opção superior ao número de vagas disponíveis.

 

As escolas superiores de Enfermagem de Lisboa, Porto e Coimbra, assim como a Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril já não têm qualquer vaga para as 2.ª e 3.ª fases do concurso nacional de acesso e várias instituições ficaram já na 1.ª fase com uma taxa de ocupação de vagas muito próxima do limite.

 

60% dos candidatos colocados na 1.ª opção

 

Mais de 90% dos candidatos a uma vaga no ensino superior conseguiram colocação na primeira fase do concurso nacional, com 37.415 dos 40.419 estudantes a conseguir colocação numa universidade ou politécnico, e em 60% dos casos no curso desejado.

 

De acordo com os dados divulgados hoje pela Direcção Geral do Ensino Superior (DGES), 93% dos candidatos a frequentar o ensino superior conseguiu colocação na 1.ª fase do concurso nacional, um registo superior ao de 2012, ano em que 90% dos alunos conseguiu ocupar uma das vagas a concurso.

 

Das 51.461 vagas a concurso sobraram este ano 14.176, mais 1.870 do que as 12.306 que sobraram em 2012, ano em que havia disponíveis 52.298 lugares no ensino superior.

 

Das vagas disponíveis no sistema público, 28.467 são em universidades e 22.994 em institutos politécnicos. Nas universidades a procura superou a oferta, com 29.190 alunos a candidatarem-se em 1.ª opção a um curso universitário. Já nos institutos politécnicos, apenas 49% das vagas preenchidas foram ocupadas por alunos que escolheram estas instituições como primeira opção.

 

Apesar de uma procura superior à oferta, ficaram por ocupar 3.891 vagas nas universidades (um aumento de mais de mil vagas sobrantes em relação às 2.867 por preencher em 2012). Nos politécnicos sobraram, na 1.ª fase 10.285 vagas, um número superior às 9.439 que ficaram por ocupar em 2012.

 

Na 1.ª fase do concurso nacional deste ano, 87% das vagas nas universidades foram ocupadas, acontecendo o mesmo a 55% dos lugares disponíveis nos institutos politécnicos, um registo inferior ao do ano anterior.

 

Em 2012, as universidades, que tinham sensivelmente o mesmo número de lugares disponíveis em comparação com 2013, ficaram no final da 1.ª fase com 91% das vagas preenchidas. Já nos institutos politécnicos, que tinham a concurso cerca de mil vagas a mais do que em 2013, a taxa de colocações em 1.ª fase atingiu, em 2012, os 61%.

 

Quanto às colocações por opção, aumentou este ano a percentagem de alunos que conseguiu entrar para o curso indicado em 1.ª opção: 60% de colocados no curso desejado, contra os 54% de 2012.

 

Apenas 9% dos candidatos ficaram, em 2013, colocados numa das últimas três opções de curso indicadas, das seis possíveis.

 

O número de candidatos ao ensino superior (40.419) está, em 2013, em níveis semelhantes aos registados há 10 anos, mas mais de dez mil alunos abaixo dos valores registados entre 2007 e 2010, anos em que mais de 50 mil estudantes se candidataram na 1.ª fase do concurso nacional.

 

Já a percentagem de colocações em 1.ª fase melhorou ligeiramente quando comparada com os registos de 2003: 93% em 2013, contra 87% em 2003. No entanto, apenas nos últimos três anos esta percentagem registou valores superiores a 90%, e, na última década, o ano de 2007 foi o pior no que diz respeito à taxa de colocações, com apenas 81% dos candidatos a conseguir lugar na 1.ª fase do concurso nacional.

 

Quanto às vagas disponíveis, estas registaram na última década um progressivo aumento, atingindo em 2011 um total de 53.500 lugares em universidades e institutos politécnicos. A tendência de crescimento, no entanto, inverteu-se a partir de 2012, com o encerramento nos últimos dois anos de mais de dois mil lugares no ensino superior público.

 

Nos últimos seis anos tem também vindo a crescer o número de vagas que sobraram na 1.ª fase do concurso nacional, com os 5.917 lugares por ocupar em 2008 a subirem para os 14.176 registados este ano.

 

Os números de acesso à primeira fase do concurso estão disponíveis na página de Internet da DGES, em http://www.dges.mctes.pt.

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