Educação Universidades: ministro critica praxes e quer cientistas a receber os alunos

Universidades: ministro critica praxes e quer cientistas a receber os alunos

O ministro da Ciência e Ensino Superior sugere programas alternativos de recepção aos alunos que chegam às faculdades e rejeita o "abuso e humilhação" associados às tradições académicas. Uma carta aberta às universidades divulgada esta terça-feira pelo Público.
Universidades: ministro critica praxes e quer cientistas a receber os alunos
André Cravinho / Correio da Manhã
Negócios 06 de setembro de 2016 às 10:15

Manuel Heitor critica o "abuso e humilhação" associados às tradições académicas e, agora que está prestes a começar um novo ano escolar, defende a criação de programas de recepção aos caloiros mais centrados na cultura e na ciência e que, ao invés, as instituições de ensino superior não reconheçam as comissões de praxe e outros órgãos que regulam as praxes académicas.

 

Numa carta aberta a todos os reitores e presidentes de politécnicos, bem como aos dirigentes académicos, citada esta terça-feira, 6 de Setembro, pelo jornal Público, o ministro da ciência e Ensino Superior considera que "as manifestações de abuso, humilhação e subserviência a que assistimos na praxe académica" põem em causa "a credibilidade do ensino superior". Tanto que, escreve, não pode "aceitar mais uma vez o ciclo repetitivo de imagens degradantes que nos envergonham" em muitas praxes académicas.

 

Em contrapartida, Manuel Heitor propõe formas de recepção e integração dos novos alunos e a Fundação para a Ciência e Tecnologia passará a apoiar acções científico-culturais através das suas unidades de investigação. A ideia é envolver os cientistas, mas também dar apoio às instituições de ensino superior e às associações académicas para as recepções aos caloiros.

 

Em declarações ao Público, o ministro salienta que "há alternativas à humilhação".

 

António Cunha, presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, aplaude e diz que a carta do ministro "toca todos os pontos importantes" e concorda que as praxes perturbam o funcionamento normal das instituições

 

O Público foi ouvir a associação académica de Coimbra, a mais antiga do País, que diz que há muito que reformaram as praxes porque concordam que "não há lugar para a humilhação nas tradições académicas".




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