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BE: Explicações sobre o novo imposto foram acordadas com o Governo

Em entrevista à TSF, o líder parlamentar do Bloco de Esquerda defende Mariana Mortágua das críticas de socialistas, lembrando que as explicações dadas pela deputada - após a antecipação da notícia pelo Negócios - foram concertadas com o Governo.

Bruno Simão/Negócios
Negócios 21 de Setembro de 2016 às 10:06
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Acusado nos últimos dias de se ter posto em bicos de pés por ter saído em defesa do novo imposto sobre o património, avançado em primeira-mão pelo Negócios, o Bloco de Esquerda reage, lembrando que a estratégia mediática foi acordada com o próprio Governo e o PS.

 

Em entrevista à TSF, Pedro Filipe Soares, líder parlamentar do BE, lembra que as declarações públicas feitas por Mariana Mortágua foram feitas "Fizemo-lo com o conhecimento do Governo e por isso enquadrada numa estratégia mediática aceite pelas duas partes que estiveram à mesa tanto na elaboração da proposta, quer sobre a forma como tornar pública esta proposta".

 

A resposta vai direitinha para socialistas como Fernando Medina ou Carlos César que em declarações recentes sugeriram que a iniciativa da divulgação do novo imposto teria partido do Bloco de Esquerda.

Em entrevista à TSF, o deputado garantiu que o processo partiu de "um debate feito a tempo, antes do debate orçamental, com o envolvimento do PS" e tratado "com toda a seriedade e com respeito das relações".

 

A cronologia dos factos

A notícia sobre os primeiros contornos no novo imposto sobre o imobiliário foram avançados em primeira mão pelo Negócios na sua edição de 15 de Setembro. Na véspera, durante a preparação da história, as partes foram contactadas mas, numa primeira fase, não quiseram comentar. Mais tarde, já a edição estava fechada, PS e Bloco de Esquerda resolveram contextualizar a notícia, tendo, para o efeito, destacado Eurico Brilhante Dias e Mariana Mortágua, ambos membros do grupo de trabalho para a fiscalidade.

Nesse contexto, foi adiantando ao Negócios que, por exemplo, os prédios industriais salvaguardados da base de incidência do imposto. A reacção dos dois partidos seria destacada na edição online, por já ter chegado fora de tempo para integrar a edição em papel.

No dia seguinte, a 15 de Setembro, os mesmos deputados marcaram conferências de imprensa na Assembleia da República para explicarem os contornos do novo imposto, que ainda está a ser desenvolvido.

Isso mesmo foi reafirmado esta quarta-feira ao Diário de Notícias por Pedro Nuno Santos, secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, ao dizer que ninguém anunciou medida nenhuma - nem a deputada Mariana Mortágua, nem o deputado socialista Eurico Brilhante Dias, que falaram na passada quinta-feira para comentar uma notícia do Negócios. 

As reacções políticas à medida sucederam-se, com alguns sectores a acusarem o BE de excesso de protagonismo. 

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