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CGTP quer salário mínimo de 515 euros já este ano

Secretário-geral da CGTP defendeu ainda que a Caixa Geral de Depósitos deve abrir uma linha de financiamento para apoiar as pequenas empresas porque, enquanto banco público, deve “estar ao serviço da dinamização da economia”.

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Rita Faria afaria@negocios.pt 16 de Janeiro de 2013 às 18:45
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A CGTP reiterou, esta quarta-feira, a necessidade de aumentar o salário mínimo ainda este ano. Arménio Carlos, secretário-geral da central sindical, propõe um aumento de um euro por dia, o que elevaria o salário mínimo nacional para 515 euros mensais.

 

No final da reunião com o presidente da CIP, que decorreu esta tarde, Arménio Carlos explicou aos jornalistas que o aumento do ordenado mínimo é uma matéria “cada vez mais consensual.

 

“O salário mínimo nacional foi uma das matérias abordadas. Reafirmámos que é fundamental que o salário mínimo nacional seja actualizado ainda este ano, o mais depressa possível. A CGTP defende o aumento do salário mínimo em um euro por dia”, disse Arménio Carlos, no final do encontro com a CIP.

 

Para além disso, “é indispensável que a CGD abra uma linha de financiamento para apoiar as empresas na sua tesouraria, apoio que deverá passar por juros baixíssimos”, acrescentou. “Como um banco público, a CGD deve estar ao serviço da dinamização da economia”.

 

Outro dos temas abordados no encontro entre a CIP e a CGTP foi as portarias de extensão. “É uma legislação que estende a todos os trabalhadores os contratos, os acordos salariais e outros direitos que são subscritos pelos sindicatos e outras entidades patronais. Também aqui há um consenso de que é necessário revogar esta legislação que condiciona a saída das portarias de extensão porque está a pôr em causa a actualização dos salários dos trabalhadores e a promover a concorrência desleal entre as empresas”, explicou Arménio Carlos.

 

Sobre as previsões do banco de Portugal, divulgadas esta semana, o secretário-geral da CGTP frisou que “por norma as previsões do governo nunca acertam no alvo, enquanto as que vêm de outras instituições, incluindo o Banco de Portugal, são sempre muito mais certeiras”.

 

Numa altura em que se comemora um ano sobre o acordo relativo ao crescimento, competitividade e emprego, Arménio Carlos deixou o alerta: “Aquilo serviu para quê? A economia está melhor, criou-se mais emprego? Pelo contrário. Com humildade reconheçam que falharam em todos os campos e já agora, revejam e revoguem aquela legislação laboral que promulgaram há uns meses atrás e que é miserável”.

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