Emprego Corretora do BNP Paribas ganha processo sobre desigualdade salarial

Corretora do BNP Paribas ganha processo sobre desigualdade salarial

Um juiz em Londres decidiu a favor de uma responsável de corretagem do banco, a qual se queixou de discriminação salarial face aos colegas do sexo masculino.
Corretora do BNP Paribas ganha processo sobre desigualdade salarial
Bloomberg
Negócios com Bloomberg 11 de setembro de 2019 às 14:50

A justiça londrina decidiu a favor de uma corretora do BNP Paribas que se queixava de ser mais mal paga do que os colegas do sexo masculino.

O tribunal em Londres considerou que a trabalhadora do BNP Paribas, Stacey Macken, foi vítima de discriminação sexual. Macken acredita que o resultado do julgamento "prova que a discriminação na remuneração é uma realidade no setor da banca". Esta funcionária alegou que auferia de um salário abaixo daquele entregue aos colegas do sexo masculino que desempenhavam funções semelhantes às suas e que lhe foram atribuídos sistematicamente prémios inferiores.

Esta funcionária criticou ainda um episódio que ocorreu em sede de trabalho e o qual a fez sentir-se descriminada: foi-lhe deixado um chapéu de bruxa na secretária. O juiz concordou: "deixar um chapéu de bruxa na secretária de uma funcionária do sexo feminino, num ambiente de trabalho predominantemente masculino, é inerentemente sexista", escreve o juiz James Tayler, na sentença publicada na terça-feira.  

O mesmo juiz considera ainda que o episódio já referido "potencialmente reflete a natureza do ambiente de trabalho" no BNP Paribas e "a abordagem às mulheres". Fonte oficial do banco recusou comentar quando consultada pela Bloomberg.

Stacey Macken continua a desempenhar as funções de gestora de produtos de corretagem. "Quero ver o BNP Paribas mudar e melhorar como consequência (do processo)", afirmou.




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