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Discutir aumento do salário mínimo com empresas à beira da falência “é uma falsa questão”

Presidente da CIP defende que o debate sobre o aumento do salário mínimo nacional não pode surgir isolado. É preciso debater a competitividade das empresas e a capacidade de gerar receitas.

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Rita Faria afaria@negocios.pt 16 de Janeiro de 2013 às 19:18
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No final da reunião com a CGTP, António Saraiva afirmou que o aumento do salário mínimo nacional “tem de ser discutido em concertação social”.

 

“Percebemos a intenção da CGTP, mas nós próprios temos outras preocupações que, a juntar ao salário mínimo, devem ser igualmente atendidas. Falo do financiamento às empresas, da perda continuada de competitividade”, disse o presidente da CIP em declarações aos jornalistas. “Estamos disponíveis para discutir, mas é importante que o possamos fazer numa perspectiva de dois, três anos, com factores bem definidos, quantificáveis e monitorizáveis pelas partes”.

 

António Saraiva frisou que “está na hora de discutirmos seriamente este tema”, mas não o podemos desligar de outros temas “que são importantes para as empresas”. Para o responsável, a prioridade deve ser dar condições às empresas “para se manterem vivas”. “Tentar discutir aumentos num quadro de empresas que têm perdas de receitas e estão à beira da falência é uma falsa questão”, sublinhou.

 

Sobre a questão dos duodécimos, António Saraiva deixou críticas ao Governo e à falta de estratégia com que as medidas estão a ser implementadas.

 

“Não se percebe que o Governo, depois de ter subscrito a pretensão da CIP (de anualizar os salários) venha depois, em legislação, dizer que o trabalhador pode escolher entre uma e outra opção. Assim, cai por terra a intenção dos duodécimos”, criticou o responsável dos patrões. “Não é com medidas avulsas e mal pensadas que nós alteramos a situação do País”.

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