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Emprego cresce na Europa mas estagna em Portugal

Nos primeiros três meses do ano, Portugal não apresentou criação líquida de emprego, com os postos de trabalho a manterem-se em linha com os do último trimestre de 2015. Na Europa e na Zona Euro, a criação de emprego aumentou 0,3%.

Bloomberg
Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt 14 de Junho de 2016 às 11:12
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Portugal não criou emprego nos primeiros três meses do ano, revelam dados do Eurostat divulgados esta terça-feira. Portugal apresenta uma evolução de 0% na comparação com o trimestre anterior, o último de 2015. É um dos piores resultados entre os países europeus, apenas batido pela Polónia, Grécia, Letónia e Holanda, que destroem emprego face ao anterior trimestre.

 

A média dos 28 países europeus e dos 19 países da Zona Euro aponta para uma criação de emprego de 0,3% no primeiro trimestre deste ano. Entre os países que mais criaram emprego estão três países da Europa de Leste: a República Checa, que sobe 1,5%, a Lituânia (1,3%) e a Hungria (1%).

 

Já olhando ao mesmo período do ano passado, o emprego cresceu 1,1% em Portugal. Um resultado que também está abaixo dos valores médios registados na Europa e na Zona Euro, e que apontam para um crescimento de 1,4%. Em termos homólogos, foi em Malta (3,7%), Espanha (3,2%) e Hungria (2,9%) que o emprego mais aumentou.

 

No último trimestre do ano passado, a criação de emprego em Portugal (0,7%) tinha superado a média europeia, tanto em cadeia como em termos homólogos. O primeiro trimestre de 2016 regista, pois, uma desaceleração da criação de emprego em Portugal, o que contraria a tendência do continente.

 

Olhando para os dados do Eurostat, regista-se uma estagnação na média Zona Euro e um recuo na média União Europeia nos dados do emprego em cadeia. Mas em termos homólogos ambos os valores médios avançam face ao último trimestre do ano passado, enquanto que Portugal recua de 1,8% para 1,1%.

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