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Empresa têxtil de Famalicão prepara despedimento colectivo de 51 trabalhadores

A medida abrange todos os trabalhadores das secções de torcedura e texturização, que serão encerradas.

Lusa 03 de Setembro de 2012 às 20:19
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A fábrica têxtil Fitor, de Famalicão, anunciou o despedimento colectivo de 51 trabalhadores, a concretizar de forma faseada até 1 de Dezembro, disse hoje à agência Lusa o coordenador da Comissão de Trabalhadores.

Segundo Ernesto Freitas, a medida abrange todos os trabalhadores das secções de torcedura e texturização, que serão encerradas. "A administração alega que fica mais barato comprar o fio já pronto para ir directamente para a tinturaria", referiu Ernesto Freitas, também dirigente e delegado sindical na empresa.

Os primeiros trabalhadores abrangidos pelo despedimento colectivo sairão a 15 de Outubro e outros vão embora um mês depois, ficando os últimos até 1 de Dezembro.

A empresa está a negociar a rescisão de contrato de mais trabalhadores por mútuo acordo, tendo 21 já deixado a Fitor antes das férias.

"Mas as negociações para mais acordos continuam", acrescentou Ernesto Freitas, segundo o qual a administração justificou a medida com a crise internacional e a consequente diminuição do volume de encomendas.

Os patrões terão ainda dito que o despedimento colectivo representa uma tentativa para assegurar a manutenção da empresa e salvar os restantes postos de trabalho, mas mesmo assim "sem garantias". "O que nos foi dito é que também os restantes postos de trabalho podem ficar na linha vermelha", referiu.

Os trabalhadores reúnem na quarta-feira em plenário, estando também já agendada para sexta-feira uma reunião com a administração.

"Vamos tentar salvar o emprego pelo menos do casal que está abrangido pelo anúncio do despedimento e dos trabalhadores com situação familiar e social mais precária", assegurou Ernesto Freitas.

Implantada em Famalicão desde 1964, a Fitor dedica-se ao fabrico de fios sintéticos têxteis, tendo chegado a empregar mais de 400 trabalhadores. Actualmente tem perto de 150, um número que pode ser reduzido "drasticamente" nos próximos meses.

A Lusa tentou ouvir a administração da empresa, mas ainda não foi possível.

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