Emprego Estado paga mais 14,5% com subsídios de desemprego do que no ano passado

Estado paga mais 14,5% com subsídios de desemprego do que no ano passado

A despesa com subsídios de desemprego e apoio ao emprego subiu 14,5% nos primeiros três meses do ano quando comparada com o período homólogo. Contudo, houve um abrandamento em Março da despesa com prestações sociais ligadas ao emprego.
Estado paga mais 14,5% com subsídios de desemprego do que no ano passado
Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro 23 de abril de 2013 às 21:11

A despesa da Segurança Social com subsídios de desemprego voltou a crescer face ao ano passado.

 

A Segurança Social gastou 732,9 milhões de euros entre Janeiro e Março deste ano na rubrica de subsídios de desemprego e apoios ao emprego, segundo revela o documento da síntese da execução orçamental, divulgado hoje pela Direcção-Geral de Orçamento.

 

A despesa com esta rubrica representa um agravamento de 14,5% face aos 640,3 milhões de euros gastos no mesmo período de 2012, de acordo com os dados da execução orçamental acumulada até Março.

 

Em Março, até se verificou uma descida dos encargos com os subsídios de desemprego quando comparado com os meses anteriores, o que mantém uma tendência verificada no ano passado. A variação homóloga da Janeiro tinha sido de 33,2%, descendo para 21% nos dois primeiros meses do ano e reduzindo-se 14,5% na análise no trimestre.

 

Este desempenho de Março poderá ser justificado pelo facto de haver menos 2.219 beneficiários das prestações sociais ligadas ao desemprego neste mês, quando comparados com o mês anterior, para um total de 418.718 beneficiários, de acordo com números disponibilizados ontem pela Segurança Social. Conforme citou a agência Lusa com base nesses números, mais de 55% dos desempregados não recebem qualquer apoio do Estado. 

 

O aumento dos encargos com subsídios de desemprego contribuiu para que a despesa efectiva acumulada até Março da Segurança Social crescesse 8,5% para 5.999,3 milhões de euros.

 

A variação das despesas da Segurança Social foi positiva também graças ao agravamento de 10,6% dos custos com pensões, que subiu 10,6% para 3.528,3 milhões de euros, segundo o documento da DGO.Aqui estão incluídos os pagamentos de três duodécimos relativos ao 13.º mês dos

pensionistas.

 

Além disso, a despesa com acções de formação profissional cresceu, em termos homólogos, 25,7% para 394,2 milhões de euros até Março. No mês anterior, a despesa com esta rubrica tinha sido negativa, na ordem dos -1,6%.




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