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Isabel Camarinha: "É impossível organizar a vida com este tipo de horários”

A sucessora de Arménio Carlos promete “intensificar a luta” nos locais de trabalho, na negociação coletiva, na rua e na concertação social, onde se estreia já na próxima segunda-feira. Aumento de salários e redução de horários estão entre as prioridades.

Pedro Catarino
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Reconhecendo que a redução dos horários de trabalho não está entre as prioridades do Parlamento – que ainda em julho chumbou quase todas as propostas nesse sentido – Isabel Camarinha, a sucessora de Arménio Carlos à frente da CGTP, indica que vai trabalhar nesse sentido, nomeadamente através dos processos de negociação coletiva, que têm força de lei. 

"Como pode [um trabalhador] usufruir dos seus direitos pessoais? Um dia entra às oito, outro dia às 11h, outro dia às quinze… É impossível organizar a vida com este tipo de horários", referiu aos jornalistas a até agora presidente do Sindicato dos Trabalhores do Comércio (CESP), à margem do congresso que a irá confirmar como secretária-geral.

Reconhecendo que o último processo de revisão da legislação laboral não deixa antever grandes mudanças nesse sentido –  o banco de horas individual foi substituído por um novo banco de horas grupal – Isabel Camarinha sublinha que é possível travar a desregulação de horários através da negociação coletiva.

"Temos que incentivar a acção reivindicativa e nomeadamente no plano da negociação da contração coletiva, que é uma forma de garantir os direitos dos trabalhadores e de regular os seus deveres, nomeadamente em relação à organização dos horários de trabalho", afirmou, em declarações aos jornalistas, à margem do encontro da CGTP, no Seixal.

O aumento dos salários, com a proposta de aumento do salário mínimo para 850 euros "a curto prazo" e a redução da precariedade são as outras questões referidas, ainda que de forma genérica, pela sucessora de Arménio Carlos.

"Vamos intensificar a luta"

"Vamos efetivamente intensificar a luta por melhores condições de vida e de trabalho", "a todos os níveis": no local de trabalho, na negociação das convenções coletivas, "na rua" e na concertação social, onde Isabel Camarinha se estreia na segunda-feira, numa reunião de preparação do próximo Conselho Europeu.

Questionada sobre se sente preparada para ser secretária-geral da CGTP, cargo que será confirmado esta noite, Isabel Camarinha responde com uma referência à organização que vai representar.

"Temos um grande coletivo não só dos camaradas da diração da CGTP mas de todo o movimento sindical. Vamos estar todos juntos neste novo mandato. Com os trabalhadores. Portanto... a preparação faz-se andando."

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