Emprego Nova ministra do Trabalho confiante num acordo sobre salário mínimo para 2020

Nova ministra do Trabalho confiante num acordo sobre salário mínimo para 2020

A discussão sobre o salário mínimo nacional será para a nova ministra "um primeiro passo" de um acordo "mais global sobre política de rendimentos".
Nova ministra do Trabalho confiante num acordo sobre salário mínimo para 2020
Lusa
Lusa 05 de novembro de 2019 às 13:32

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, manifestou-se hoje confiante de que será possível alcançar um acordo em sede de concertação social sobre a evolução do salário mínimo para 2020.

Segundo a ministra, que está hoje em reuniões com os parceiros sociais, o objetivo da reunião de quarta-feira é chegar a acordo para o valor do salário mínimo em 2020.

 

"O nosso objetivo é de chegar aos 750 euros em 2023 e até lá faremos, ano a ano, a discussão e o debate daquilo que é o salário mínimo a cada ano. O objetivo da reunião de concertação social amanhã [quarta-feira] é o salário mínimo nacional para 2020", disse à margem da reunião com a UGT num dia dedicado a apresentar cumprimentos às organizações sindicais e patronais com assento na Comissão Permanente de Concertação Social.

 

"Queremos rapidamente fixar e encerrar o salário mínimo nacional para 2020 para trabalhar em todas as outras matérias, desde a questão da conciliação da vida familiar e profissional a questão da valorização da formação profissional e valorização dos jovens qualificados", acrescentou.

 

A discussão sobre o salário mínimo nacional será assim para a nova ministra "um primeiro passo" de um acordo "mais global sobre política de rendimentos".

 

"Queremos rapidamente fixar e encerrar o salário mínimo nacional para 2020 para trabalhar em todas as outras matérias, desde a questão da conciliação da vida familiar e profissional a questão da valorização da formação profissional e valorização dos jovens qualificados", acrescentou.

 

A ministra iniciou o programa de reuniões de apresentação de cumprimentos na sede da UGT, seguindo depois para a CAP, CCP, CIP, CTP e CGTP, fazendo-se acompanhar pelos secretários de Estado Miguel Cabrita, Gabriel Bastos, Ana Sofia Antunes e Rita Cunha Mendes, que completam a equipa ministerial. 

 

Em declarações aos jornalistas no final da primeira reunião, Ana Mendes Godinho afirmou que com as reuniões de hoje quer "dar sinal e valor à importância dos parceiros sociais e da concertação social".

 

"Claramente teremos espaço para encontrar medidas e soluções que respondam aos desafios do país quer em termos de demografia quer em termos de assimetrias e desigualdades", disse.

 

No final do encontro, o secretário-geral da UGT, Carlos Silva, reafirmou também aos jornalistas a disponibilidade da central sindical para discutir em concertação social um acordo de médio prazo fixando patamares para o salário mínimo nacional, atualmente nos 600 euros, até à meta dos 800 euros em 2023, defendendo uma subida de 60 euros em 2020.

 

Carlos Silva quer, no entanto, que o executivo deixe a porta aberta para que a questão dos 750 euros não seja uma reta final ou ponto de chegada, manifestando-se uma vez mais disponível para uma evolução por "patamares" de 50 euros anuais até aos 800 euros em 2023. 

 

"Mais ambição e melhores condições de vida para os trabalhadores, será essa a nota da UGT na reunião de amanhã [quarta-feira]", salientou Carlos Silva, referindo que espera "não ficar sozinho do ponto de vista sindical na concertação social como tem acontecido nos últimos 30 anos".

 

A UGT destacou também "o sinal positivo" dado pela ministra Ana Mendes Godinho de promover durante o dia de hoje reuniões com os parceiros.

 

"É um sinal positivo e a primeira vez que acontece desde que sou secretário-geral há seis anos", disse.

 




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