Emprego Novas contratações no Estado sobem 20% excluindo o sector empresarial

Novas contratações no Estado sobem 20% excluindo o sector empresarial

Foram contratados 10.887 trabalhadores, mais 20% do que em período homólogo. Apesar disso, e mais uma vez devido às saídas na Educação, o número de funcionários caiu 1%.
Novas contratações no Estado sobem 20% excluindo o sector empresarial
Bruno Simão/Negócios
Catarina Almeida Pereira 13 de agosto de 2015 às 18:37

As administrações públicas, excluindo o sector empresarial do Estado, contrataram 10.887 trabalhadores no primeiro semestre deste ano, o que representa um aumento de 20% face aos valores registados em período homólogo, de acordo com os relatórios publicados pela Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público.

A Síntese Estatística do Emprego Público divulgada esta quinta-feira revela que a maioria das 10,9 mil contratações foi feita essencialmente pelo Ministério da Educação e Ciência (onde os fluxos variam muito), mas também pelos ministérios da Defesa, da Administração Interna e da Saúde, bem como pela administração local.

Se incluirmos as entidades reclassificadas do sector empresarial do Estado, o número global agora divulgado representa um aumento de 49% face às 9.083 novas entradas que a DGAEP registava no relatório relativo ao primeiro semestre do ano passado. Já face ao primeiro semestre de 2013, o número cresce 84%. Em causa estão as "novas entradas", que a DGAEP explica que correspondem a "novo recrutamento".

O Orçamento do Estado para 2015 manteve o controlo de admissões, apesar de admitir algumas excepções. A  DGAEP não analisa os motivos da evolução deste fluxo, apresentando antes os dados relativos aos anos completos de 2012, 2013 e 2014. O destaque agora divulgado revela que no segundo semestre o fluxo de novas contratações é mais alto, já que os dados para os anos completos estão acima do dobro do que é registado neste primeiro semestre.

Educação volta a fazer número global cair

O número de funcionários num determinado momento não depende apenas do número de contratações, reflectindo também o fluxo de saídas. E o número de saídas volta a ser superior, o que fez o número global de funcionários cair ligeiramente. A 30 de Junho havia 654 mil postos de trabalho nas administrações públicas, numa quebra global de 1,1% em termos homólogos.

Em comparação com o trimestre anterior, a quebra de 2 mil postos de trabalho resulta essencialmente "da cessação por caducidade", no último mês de aulas, "de contratos a termo de trabalhadores nos estabelecimentos do ensino básico e secundário". O ministério da Administração Interna aumentou o emprego principalmente devido a "contratos a termo de vigilantes" para "prevenção de incêndios".

Os dados confirmam que o Ministério da Educação também dá o maior contributo líquido para a redução de pessoal em termos homólogos (com a redução de mais de 3 mil pessoas num total líquido de cerca de duas mil) e mesmo quando analisada a evolução desde o final de 2011.

Entre o final de 2011 e Junho de 2015 o número de trabalhadores nas administrações públicas caiu 10%, para 654 mil pessoas. A redução foi de 72,6 mil pessoas e o ministério da Educação garantiu por si só a redução de 31,6 mil pessoas.

O ganho mensal médio de um trabalhador do Estado era uma Abril de 1.610,7 euros, o que representa um aumento homólogo de 6,3%, que pode ser explicado pelos cortes salariais em vigor no ano passado (que eram mais acentuados e que foram declarados inconstitucionais).

A meio do ano, o Governo reintroduziu a redução remuneratória de 3,5% a 10% para salários superiores a 1.500 euros, mas desde Janeiro que só se aplica 80% desse corte.


Nota: Título corrigido às 18h50, de forma a separar a evolução as administrações públicas do movimento realizado nas entidades do sector empresarial do Estado, que foram reclassificadas. Texto actualizado às 19h41 com pequenas correcções.

 




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