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Pandemia põe em risco quase um milhão de empregos no curto prazo

Um estudo realizado pelo Centro de Economia para a Prosperidade da Universidade Católica faz as contas aos postos de trabalho que estão a ser direta e indiretamente afetados pela pandemia.

A prorrogação excecional dos subsídios de desemprego é automática. Não é necessário pedir.
Miguel Baltazar
Negócios jng@negocios.pt 04 de Junho de 2020 às 09:48
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Quase um terço do mercado privado de emprego pode estar em risco devido à pandemia de covid-19, segundo um estudo realizado pelo Centro de Economia para a Prosperidade (Prosper) da Universidade Católica, citado pelo DN.

 

Ao impacto direto que pode chegar a 700 mil postos de trabalho – paralisados pela crise, incompatíveis com teletrabalho e passíveis de robotização –, os investigadores somam até 245 mil que dependem indiretamente, chegando à estimativa total de 945 mil trabalhadores.

 

"É uma análise da emergência criada numa situação bastante grave inicial. Claro que este número vai progressivamente diminuindo, mas temos ainda nas nossas projeções que em 2022 podemos ter efeitos negativos no emprego, ou seja, perdas de emprego", refere ao mesmo jornal a diretora do Prosper, Joana Silva.

 

O estudo faz também algumas contas à despesa do Estado nesta área laboral, estimando que os novos subsídios de desemprego podem custar 326 milhões de euros e os apoios aos independentes 215 milhões de euros adicionais. As baixas por quarentena e os subsídio por doença devem retirar cerca de 795 milhões de euros aos cofres da Segurança Social.

Com a pandemia de covid-19 e as medidas de confinamento, a expectativa é de subida da taxa de desemprego, mas os últimos números do INE, relativos a março, ainda não mostram isso. Os especialistas explicam que os novos desempregados estão escondidos entre a população inativa e que, não fosse este efeito, a taxa estaria agora na casa dos 8%.

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