Emprego Percentagem de trabalhadores com salário mínimo não aumentou pela primeira vez

Percentagem de trabalhadores com salário mínimo não aumentou pela primeira vez

Relatório de acompanhamento apresentado pelo Governo aos parceiros sociais revela que, apesar do aumento do número em termos absolutos, a percentagem manteve-se nos 22,9% em Março deste ano.
Percentagem de trabalhadores com salário mínimo não aumentou pela primeira vez
Bruno Simão
João D'Espiney 24 de julho de 2018 às 17:40
Pela primeira vez depois de uma actualização do salário mínimo nacional (SMN) não se registou "um crescimento homólogo da percentagem de trabalhadores" abrangidos no ano seguinte.

A informação consta no 9º Relatório de Acompanhamento do Acordo sobre a Retribuição Mínima Mensal Garantida, apresentado esta terça-feira, 24 de Julho, aos parceiros sociais em mais uma reunião da Concertação Social.

De acordo com o Ministério do Trabalho, "ainda que o número de trabalhadores abrangidos pelo SMN tenha
aumentado para cerca de 764,2 mil em Março de 2018 (com um acréscimo de 4,2% em termos homólogos, bastante inferior ao aumento de 14,3% registado em Março do ano anterior), a percentagem de trabalhadores abrangidos pelo SMN foi de 22,9% em Março deste ano, sem alteração face ao mesmo mês do ano passado".

O Ministério liderado por Vieira da Silva revelou ainda que a incidência do salário mínimo entre os jovens "baixou de 30,6% em Março de 2017 para 30,0% em Março de 2018, com tendência idêntica no segmento dos trabalhadores dos 25 aos 29 anos, onde a incidência do SMN passou de 24,0% para 23,6%".

"A percentagem de trabalhadores abrangidos pelo SMN aumentou apenas ligeiramente nos adultos, que representam cerca de 82% dos trabalhadores com remuneração declarada, passando de 22,1% em Março de 2017 para 22,2% em Março de
2018", destaca a nota divulgada pelo Ministério.

O relatório de acompanhamento revela ainda que dos 146,4 mil empregos criados no primeiro trimestre deste ano, apenas 36,9 mil apresentam remuneração permanente igual ao SMN.

Uma situação que traduz "um contributo de 25,2% do emprego com remuneração igual à RMMG para o crescimento global do emprego (contra os 73,9% de contributo para o crescimento global no mesmo período de 2017)".

No primeiro trimestre de 2015 e 2016, o crescimento do emprego com remuneração igual ao SMN em vigor "superara o crescimento global do emprego", recorda o Ministério.




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