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População empregada tem a maior quebra desde 2013

Há menos 41,7 mil pessoas a trabalhar do que no final do ano passado e muitas das que trabalham estão ausentes da empresa. Apesar disso, a taxa de desemprego manteve-se nos 6,7%, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, que assume que está a ter dificuldades na recolha de dados.

Ivo Godinho
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A população empregada registou no primeiro trimestre deste ano a primeira quebra homóloga desde 2013, e a maior quebra em cadeia desde o início de 2016, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística, que explica que a pandemia está a perturbar o processo de recolha de dados.

A quebra na população empregada foi de 41,7 mil pessoas face ao trimeste anterior (-0,9%) e de 14,3 mil pessoas face a período homólogo (-0,3%).

O INE sublinha, ainda, o aumento em cadeia de 33% das pessoas que estão empregadas mas ausentes do trabalho, para 452 mil indivíduos.

"Este aumento ficou a dever-se essencialmente à redução ou falta de trabalho por motivos técnicos ou económicos da empresa (inclui a suspensão temporária do contrato e o layoff), razão apontada por 68,3 mil daquelas pessoas", indica.

Apesar dos indicadores que dão conta da corrida aos centros de emprego, o número de desempregados oficialmente reconhecidos como tal ainda desce e a taxa de desemprego mantém-se nos 6,7% no primeiro trimestre deste ano, um valor idêntico ao que foi registado no trimestre anterior e inferior em uma décima em relação ao que foi registado em período homólogo.

Os dados refletem parcialmente o primeiro mês de quebra da atividade económica por causa da pandemia, que também dificultou a própria recolha de dados.

"A informação deste Destaque é já parcialmente influenciada pela situação atual determinada pela pandemia COVID-19, seja pela natural perturbação associada ao impacto da pandemia na obtenção de informação primária, seja pelas alterações comportamentais decorrentes das medidas de salvaguarda da saúde pública adotadas", lê-se no destaque.

Assim, "pessoas anteriormente classificadas como desempregadas e pessoas que efetivamente perderam o seu emprego devido à pandemia COVID-19, e que em circunstâncias normais seriam classificadas como desempregadas, podem agora ser classificadas como inativas", explica o INE.

A população inativa, pelo contrário, regista o maior aumento em cadeia no início de um ano desde 2011.

As previsões divulgadas esta quarta-feira pela Comissão Europeia apontam para uma taxa de desemprego de 9,7% este ano e 7,4% no próximo, em Portugal.

O FMI acredita que a taxa de desemprego vai mesmo chegar aos 13,9%, na média dos quatro trimestres, este ano.

Notícia atualizada às 12:14 com mais informação
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