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PS acusa Governo de "criar a ilusão de que temos mais emprego em Portugal"

A deputada Ana Catarina Mendes reagiu aos mais recentes dados do desemprego revelados pelo INE, que o CDS considerou tratarem-se de "números que fazem história", perguntando "a todos os portugueses que estão desempregados e que emigraram se é um dia histórico".

David Santiago dsantiago@negocios.pt 05 de Agosto de 2015 às 13:59
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A resposta do PS aos números divulgados esta quarta-feira, 5 de Agosto, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e à posterior reacção da deputada do CDS, Cecília Meireles, chegou em jeito de pergunta. Ana Catarina Mendes, deputada socialista, começou por "perguntar a todos os portugueses que estão desempregados e que emigraram se é um dia histórico".

 

Antes, Cecília Meireles considerara que a redução para 11,9% da taxa de desemprego no segundo trimestre traduz "números [que] fazem história na história destes últimos quatro anos". Pelo contrário, Ana Catarina Mendes considera que consubstanciam uma "situação dramática".

 

"A maioria diz que é um dia histórico, mas não podemos falar em dia histórico quando o que a maioria tenta fazer é criar a ilusão de que criou emprego". E já depois de acusar o Governo de "criar a ilusão de que temos mais emprego em Portugal" do que em 2011, antes da equipa chefiada por Passos Coelho ter tomado posse, a deputada socialista sublinhou que "a população activa diminuiu no último ano".

 

A tentativa de desmistificação dos dados do INE continuou com Catarina Mendes a lembrar que "há hoje menos 313 mil empregos em Portugal" e "mais 87 mil desempregados do que no segundo trimestre de 2011".

 

Na perspectiva socialista, há quatro factores essenciais que explicam a quebra da taxa de desemprego agora confirmada pelo INE: emigração ("cerca de 500 mil pessoas emigraram"); a inexistência de simetrias "entre a diminuição do desemprego e o aumento dos postos de trabalho"; "destruição de postos

Se o INE, que sempre foi respeitado, entendeu apresentar dados que mostram o desemprego abaixo dos 12%, isso tem que se revelar satisfatório.
Carlos Silva
Secretário-geral da UGT

de trabalho"; e o facto de este Governo ter utilizado de forma exaustiva "as políticas activas de emprego para esconder a real dimensão do desemprego".

 

Para justificar este último argumento, Ana Catarina Mendes apontou "o aumento brutal dos estágios que permitem retirar estas pessoas das estatísticas do desemprego", concluindo que "a coligação olha para estes números da forma como interessa". E porque Portugal vive já em clima de pré-campanha eleitoral para as legislativas de Outubro, a deputada garantiu que o PS tudo fará "para os portugueses voltarem a ter trabalho e assistência social".

 

Mais conciliatórias foram as declarações de Carlos Silva, secretário-geral da UGT, que preferiu distanciar-se da troca de argumentos entre o Governo e a oposição em torno dos números do desemprego e do emprego. Este dirigente sindical considera que "se o INE, que sempre foi respeitado, entendeu apresentar dados que mostram o desemprego abaixo dos 12%, isso tem que se revelar satisfatório".

 

"Temos de dizer bem daquilo que tem de se dizer bem", resumiu Carlos Silva. No entanto, o líder da UGT lembrou que os números apresentados pelo INE não representam na totalidade a realidade do país, indicando a emigração e a diminuição dos postos de trabalho como factores que merecem a preocupação de todos. 

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