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PSD admite necessidade de novas medidas para combater desemprego

O PSD referiu hoje que os números da economia do segundo trimestre "aproximam-se" das estimativas governamentais mas que é necessário "olhar" para o desemprego e critica a "postura irresponsável" do PS de "demarcação" do acordo de assistência financeira.

Lusa 14 de Agosto de 2012 às 14:29
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"São números que estão dentro das estimativas do Governo, aproximam-se muito das estimativas do Governo para o crescimento económico para 2012. Aquilo que está mais fora do que todos esperávamos são os números do desemprego, mas quer um quer outro são uma consequência do reequilíbrio que o país como um todo está a fazer dentro do quadro do programa de ajustamento financeiro", disse à Lusa o vice-presidente da bancada parlamentar do PSD Luís Menezes.

O deputado comentava dados relativos ao PIB e ao desemprego no segundo trimestre deste ano hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

A taxa de desemprego atingiu os 15 por cento no segundo trimestre de 2012, o nível mais alto de sempre, segundo o INE. Por outro lado, o PIB caiu 3,3 por cento relativamente ao mesmo período do ano anterior - a redução mais forte desde 2009 -- e a taxa de variação em cadeia (ou seja, relativamente ao trimestre anterior) registou uma quebra de 1,2 por cento.

"Aquilo que pedimos ao Governo, aquilo que o grupo parlamentar do PSD pede ao Governo é para continuar o seu trabalho, para olhar para os números do desemprego, que são uma enorme preocupação para este grupo parlamentar, mas sabemos que também para o Governo, e tentar, continuando a aplicar o memorando de entendimento, encontrar formas de, dentro dessa aplicação, começarmos a olhar para o futuro e para medidas de apoio ao crescimento e ao emprego. Mas sempre com a determinação de quem quer cumprir este programa de ajustamento porque só desta forma conseguiremos ultrapassar a grave crise que o PS nos deixou", acrescentou Luis Menezes.

O deputado disse ainda não poder "deixar de salientar" os comentários da oposição e, sobretudo, do PS, relativamente a estes dados.

"É incompreensível que o Partido Socialista, enquanto partido responsável, não assuma uma postura realista face a estes números. Estes números são consequência de um programa de ajustamento financeiro que o país foi obrigado a adoptar e a aceitar em face do estado calamitoso em que as contas públicas estavam no ano passado, mais propriamente em Maio de 2011", disse.

Para Luís Menezes, "é inaceitável que o secretário-geral do PS não assuma uma postura realista e responsável perante estes números, porque não são mais do que uma consequência natural da aplicação do programa de ajustamento financeiro que este Governo tem feito de forma escrupulosa".

"Os tempos exigem determinação e resolução na aplicação do memorando de entendimento, que não foi pedido pelo PSD, que foi pedido pelo anterior Governo socialista. E é com preocupação que vemos este PS a querer demarcar-se do memorando de entendimento assinado pelo PS, pelo PSD e pelo CDS. E é com enorme preocupação que vemos o PS sair do caminho da responsabilidade", insistiu.

Questionado sobre se os números hoje conhecidos justificariam uma flexibilização da aplicação do acordo de ajustamento financeiro assinado com os credores internacionais, Luís Menezes respondeu que o PSD e o grupo parlamentar social-democrata pede "ao Governo que continue com a mesma determinação a aplicar o memorando de entendimento".

"Porque só cumprindo com os nossos compromissos é que vamos conseguir sair desta crise e desta situação a que o PS nos trouxe. Mas é óbvio que pedimos que, dentro do enquadramento do cumprimento do memorando de entendimento, o Governo olhe com especial foco a situação desemprego", acrescentou.

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