Emprego Quase metade das empresas quer contratar mais pessoas em 2016 e 2017

Quase metade das empresas quer contratar mais pessoas em 2016 e 2017

O inquérito da Mercer a 305 empresas portuguesas conclui que são muito mais as que pretendem contratar pessoal do que as que pretendem reduzir funcionários. O crescimento da economia explica este comportamento, conclui a consultora.
Quase metade das empresas quer contratar mais pessoas em 2016 e 2017
Paulo Duarte
Bruno Simões 14 de setembro de 2016 às 00:01

O mercado de contratações volta a registar perspectivas animadoras em Portugal. Segundo o estudo "Total Compensation Portugal 2016" da consultora Mercer, praticamente metade das 305 empresas portuguesas analisadas (que representam mais de 160 mil postos de trabalho) pretende contratar: 49% mostram intenção de reforçar o quadro de pessoal ainda este ano e 46% estão interessadas em contratar novos funcionários no próximo ano.

 

A evolução face ao ano passado é significativa: em 2015 eram apenas 26% as empresas que tinham intenção de contratar, acrescenta a consultora. Este ano, 44% das empresas inquiridas pensam manter o número de funcionários, e só 7% pretende reduzi-lo, ou seja, a maioria das empresas pretende contratar.

 

No próximo ano, porém, a tendência será de uma maior estabilização – são as empresas que pretendem manter o seu quadro de pessoal inalterado que estão em maioria: 52%. Já as que pretendem reduzir pessoal no próximo ano representam apenas 2% da amostra da Mercer.

 

Esta terça-feira, a Manpower também divulgou um inquérito sobre as perspectivas de emprego que conclui que 74% dos 626 empregadores inquiridos planeia manter intacta a sua força de trabalho, 12% planeia aumentar a contratação e 8% planeia reduzi-la. Estes dados apontam para uma criação líquida de emprego de 4%, segundo a Manpower.

 

Tiago Borges, responsável da área de estudos de mercado da Mercer, afirma, em comunicado, que a conjuntura de crescimento da economia nacional "contribui para o aumento significativo da intenção de contratação de novos colaboradores". Há ainda que juntar a evolução da taxa de desemprego, que "reduziu de 12,6% em 2015 para 11,6% em 2016, sendo que se estima que se fixe nos 10,7% em 2017".

 

De acordo com a Mercer, o salário mínimo dos recém-licenciados no primeiro emprego subiu face ao ano passado e situa-se agora nos 13.057 euros – em 2015 o valor mínimo era de 11.950 euros. O valor máximo de referência é de 17.984 euros.




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